quarta-feira, 21 de junho de 2023

Civilização grega (cretenses, aqueus, dórios, éolios, jônicos).

Civilização grega ( Grécia aula 01)

A Grécia não era um país ou um Estado unificado: era uma comunidade de cidades-Estado espalhadas pelo Mar Mediterrâneo e pelo Mar Egeu que falavam a mesma língua e tinham tradições culturais em comum. O início dessa civilização se deu nas regiões da Ática e do Peloponeso e, a partir do século VIII a.C., os gregos se estenderam para os territórios onde hoje estão a Turquia, o sul da Itália, a França e a Espanha, além do norte da África.



Fonte: Atlas histórico. São Paulo: Encyclopaedia Britannica, 1977. p. 165.

Periodização da Antiguidade Grega

01 - Período Pré-homérico
2000 a.C. - 1200 a.C. 
Fixação dos primeiros povos na Península Balcânica e nas ilhas do mar Egeu.

02 - Período Homérico
1200 a.C. - 800 a. C.
Sociedade organizada em genos (conjunto de grupos familiares).

03 - Período Arcaico
800 a.C. - 500 a.C.
Formação das primeiras Polis (cidades-Estado) e colonias gregas pelo mar do Mediterrâneo.

04 - Período Clássico
500 a.C. - 338 a.C.
Período marcado pelo predomínio das Polis de Atenas e Esparta.

05 - Período Helenístico
338 a.C. - 145 a.C.
A Grécia foi invadida e dominada pelos macedônios.


Periodização da História da Grécia Antiga.




Fonte: FERREIRA, Graça Maria Lemos; MARTINELLI, Marcello. Moderno atlas geográfico: visualização cartográfica. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2016. p. 45.


Os primeiros “gregos”

Os cretenses

Creta: Uma ilha do mar Egeu, a civilização cretense (3000 a.C. - 2000 a.C.) foi o berço da Grécia Antiga.

Centenas de anos antes do surgimento das primeiras cidades-Estado na Grécia, vários povos já haviam habitado aquele território. Eles tinham formado aldeias, e algumas delas tinham dado origem a importantes cidades. As mais antigas existiram por volta de 2000 a.C. e estavam localizadas na Ilha de Creta. Por isso, a sociedade que surgiu ali é chamada de civilização cretense ou minoica.

Cretenses: Destaque pelo desenvolvimento de cidades, portos e pelo comércio marítimo que realizavam com outros povos, entre eles os fenícios e os egípcios.

Os cretenses desenvolveram um tipo de escrita (Linear A) e destacaram-se por suas obras de arte e pela contrução de grandiosos palácios, como o palácio de Cnossos.

Civilização micênica

Centenas de anos depois, os aqueus, povo falante de uma língua grega primitiva, chegaram à Grécia peninsular. Eles também construíram cidades, entre elas Micenas (se tornou o centro de expansão da civilização aqueia), Pilos e Argos, onde ergueram palácios luxuosos. Como as principais evidências sobre aquelas cidades foram encontradas no sítio de Micenas, o modo de vida delas foi nomeado civilização micênica. Com o tempo, os aqueus se estabeleceram também em Creta. Eles adotaram a escrita cretense e a adaptaram para a sua própria língua (escrita Linear B).

Por volta de 1450 a.C., os micênicos invadiram Creta e tomaram o palácio de Cnossos. A partir de então, o intercâmbio entre essas duas culturas tornou-se mais intenso, dando origem à chamada civilização creto-micênica, considerada por muitos estudiosos a ancestral direta da civilização grega antiga.

Por volta de 1200 a.C., a civilização micênica entrou em colapso. Os palácios foram destruídos ou abandonados, assim como as cidades, que praticamente desapareceram. As pessoas passaram a viver em pequenas aldeias, e a escrita micênica foi esquecida. Na mesma época, dórios, eólios e jônios se estabeleciam no território grego. Como os aqueus, eram povos indo-europeus. A mistura desses quatro povos deu origem aos gregos.




Portal do Leão, no sítio arqueológico de Micenas, na Grécia. Foto de 2018. Construído entre 1400 a.C. e 1300 a.C., o portal dava acesso à antiga cidade de Micenas.





Os acontecimentos dessa linha do tempo não foram representados em escala temporal.


A formação das pólis gregas


Entre os séculos XII a.C. e VIII a.C. formaram-se na Grécia sociedades que tinham características muito diferentes das que existiam nas cidades micênicas. As novas comunidades estavam organizadas em famílias, que incluíam escravos, animais, terras e casas, chamadas de oikos. O governo era exercido por uma assembleia composta de membros das famílias nobres, que cuidavam das leis, da administração, da justiça e da defesa do território.

A partir do século VIII a.C., o crescimento da população estimulou as trocas comerciais e o aparecimento de várias cidades, isoladas umas das outras. Chamadas de pólis, cada uma delas transformou-se em um Estado independente, com leis, justiça e governo próprios. Por isso, elas também são conhecidas como cidades-Estado.

As pólis eram governadas por reis, mas seus cidadãos podiam interferir nos assuntos do governo. Porém, nas primeiras pólis, apenas os aristocratas tinham direito à cidadania, ou seja, apenas eles podiam atuar na vida política da cidade.

A expansão colonial grega

A partir do século IX a.C., a população grega cresceu rapidamente, e as terras agrícolas tornaram-se insuficientes para o sustento de todos. Enquanto os aristocratas ficavam com as melhores terras, os camponeses pobres se viam obrigados a trabalhar para eles. Muitos camponeses, endividados, tornavam-se escravos. Essa situação gerou fortes tensões sociais.

A saída encontrada para diminuir o problema foi ocupar terras ao longo dos mares Mediterrâneo, Egeu e Negro. Assim, entre os séculos VIII a.C. e VI a.C., os gregos fundaram colônias no sul da Europa, no norte da África, na Ásia Menor e na costa do Mar Negro. As colônias gregas fundadas no sul da Península Itálica e na Sicília, por exemplo, ficaram conhecidas como Magna Grécia.



Vista da acrópole de Atenas, na Grécia. Foto de 2018. A acrópole era o centro político das pólis e reunia os templos religiosos e as construções mais importantes das cidades-Estado. À direita, em destaque no alto, podemos observar o Partenon, templo construído em homenagem à deusa Atena.



Fonte: HILGEMANN, Werner; KINDER, Hermann. Atlas historique. Paris: Perrin, 1992. p. 46.

Foto quadro 26/08/2024 - Civilização grega aula 01 de 02.

Foto do quadro 21/08/2024 - Civilização grega aula 01 de 02.


Foto quadro 2023 - União de povos cretenses + aqueus+ Dórios + Eólis e Jônios) deram origem ao que chamamos hoje de civilização grega antiga.




Foto do quadro 2023 - O início civilização grega.



domingo, 18 de junho de 2023

Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) LINKS das aulas

Aulas sobre a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945)




Aula 01

Os antecedentes da Segunda Guerra (1939 - 1945).

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/segunda-guerra-1939-1945.html


Aula 02

O Eixo a caminho do leste e a guerra na União Soviética

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/o-eixo-caminho-do-leste-e-guerra-na.html


Aula 03 

O início da Segunda Guerra Mundial (Aliados x Eixo)

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/o-inicio-da-segunda-guerra-mundial.html


Aula 04

Os Estados Unidos na Segunda Guerra e a ofensiva aliada

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/os-estados-unidos-na-segunda-guerra-e.html


Aula 05

A Segunda Guerra Mundial e os crimes de guerra (Holocausto)

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/a-segunda-guerra-mundial-e-os-crimes-de.html


Aula 06

Crimes de guerra (parte 02) - Dresden, Hiroshima e Nagasaki.

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/crimes-de-guerra-parte-02-dresden.html


Aula 07

O Tribunal de Nuremberg, a criação da ONU e a Declaração Universal dos Direitos Humanos

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/o-tribunal-de-nuremberg-criacao-da-onu.html


Mapão (orientações de estudo)

https://historiaecio.blogspot.com/2023/06/mapao-segunda-guerra-mundial.html


sábado, 17 de junho de 2023

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Mapão Colonização América espanhola

Mapão Colonização América espanhola



Orientações de estudo visando a avaliação:

*Definições dos conceitos abaixo (o que significa):

- Mercantilismo

- Metalismo

- Balança comercial favorável

- Exclusivo metropolitano

- Casa de Contratação

- Quinto

- Mita

- Encomienda

- Regime de porto único

- Conselho das Índias

- Vice reinos

- Cabildo

- Plantation

- Colonização de exploração

- Colonização de povoamento

* Quem era o vice-rei? Qual era a sua função?

* O que os cabildos faziam?

* Qual importância da mineração na América espanhola? Por que essa atividade era importante para os espanhóis?

* Quais eram as principais minas de mineração na América espanhola?

* Informe características do sistema de plantation:

* Quem eram os principias beneficiados com a política mercantilista espanhola e a colonização de exploração praticada na América espanhola?

* Além da mineração, quais eram as outras principais atividades econômicas da América espanhola?

* Qual tipo de colonização predominante na América espanhola?

* A maioria da mão-de-obra na América espanhola era composta por:

* Quem era escravizado na América espanhola?

* Por que o mercantilismo comercial tem relação com o sistema de colonização?

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Mapão Segunda Guerra Mundial

Mapão Segunda Guerra Mundial 



Orientações de estudo:

* Motivos que influenciaram o início da Segunda Guerra Mundial;

* A Segunda Guerra é um conflito que é uma continuidade da Primeira Guerra Mundial. A afirmativa confirma a continuidade latente de problemas não solucionados na Primeira Guerra Mundial, que contribuíram para alimentar antagonismos e levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial. Quais foram esse problemas não resolvidos?

* Como o fascismo italiano e o nazismo de Hitler impactaram no início do conflito?

* Informe pelo menos 05 ideias defendidas pelos nazistas:

* Defina antissemitismo e informe como foi o holocausto feito pelos nazistas ao longo do governo de Hitler:

* O que foi o Eixo Berlim-Tóquio-Roma?

* O que foi o Pacto Germano-Soviético (Pacto Nazi-Soviético)?

*  Qual foi o marco inicial da Segunda Guerra Mundial?

* Quais países faziam parte:

- Eixo

- Aliança

* Por que os países abaixo entraram na Segunda Grande Guerra Mundial?

- Estados Unidos

- Brasil

* Como foi a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial?

* Explique o motivo das operações abaixo terem extrema importância na História da Segunda Guerra Mundial:

- Operação Barbarossa

- Desembarques da Normandia 6 de junho de 1944 - (Dia D)

- Batalha de Stalingrado 23 de ago. de 1942 – 2 de fev. de 1943

Batalha de Midway, em junho de 1942

* Sobre o final da Segunda Guerra Mundial, o que marca a derrota dos países abaixo:

- Alemanha

- Itália

- Japão

* A situação da Alemanha no final da guerra foi alvo de atenção dos países vencedores. O que aconteceu com a Alemanha após a sua derrota na Segunda Guerra Mundial?

* Por que a Organização das Nações Unidas foi criada? Qual é o seu objetivo?

* O que são os crimes de guerra?

* Informe um exemplo de crime de guerra cometido pelos alemães nazistas e outro pelos estadunidenses capitalistas:


Aulas


Aula 01

Os antecedentes da Segunda Guerra (1939 - 1945).

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/segunda-guerra-1939-1945.html


Aula 02

O Eixo a caminho do leste e a guerra na União Soviética

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/o-eixo-caminho-do-leste-e-guerra-na.html


Aula 03 

O início da Segunda Guerra Mundial (Aliados x Eixo)

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/o-inicio-da-segunda-guerra-mundial.html


Aula 04

Os Estados Unidos na Segunda Guerra e a ofensiva aliada

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/os-estados-unidos-na-segunda-guerra-e.html


Aula 05

A Segunda Guerra Mundial e os crimes de guerra (Holocausto)

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/a-segunda-guerra-mundial-e-os-crimes-de.html


Aula 06

Crimes de guerra (parte 02) - Dresden, Hiroshima e Nagasaki.

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/crimes-de-guerra-parte-02-dresden.html


Aula 07

O Tribunal de Nuremberg, a criação da ONU e a Declaração Universal dos Direitos Humanos

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/o-tribunal-de-nuremberg-criacao-da-onu.html


sábado, 10 de junho de 2023

terça-feira, 6 de junho de 2023

Macedônia Antiga (Império Macedônico)

Macedônia Antiga (Império Macedônico)



Para começar o nosso estudo, clique no link abaixo e veja o vídeo com um breve resumo sobre a história do império macedônico.




Clique no link abaixo e veja um vídeo que irá ajudar no estudo da ascensão do imperador Alexandre, o Grande





A cidade de Alexandria - Clique no link abaixo e veja como era a cidade fundada por Alexandre.





Clipe da música Alexandre, The Great da banda Iron Maiden (a música conta a história do líder do império da macedônia) 

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Religiosidade no Egito antigo

Religiosidade no Egito antigo


O faraó e os deuses egípcios


No Egito dos faraós, a religião estava presente em todos os momentos da vida. Cada cidade, cada vila e cada lar cultuava divindades específicas, mas havia também deuses e deusas cultuados em todo o Egito. De tempos em tempos, o deus relacionado à dinastia do faraó poderia chegar a ser uma divindade de todo o território, afinal de contas, o faraó também era um escolhido dos deuses.


Por que chove tanto em alguns meses? Por que há o dia e a noite? Por que a Lua muda de fases? Questões como essas, hoje respondidas com explicações científicas, no Egito antigo tinham respostas religiosas. 


O deus Hapi, por exemplo, era a divindade que trazia as inundações e cobria a terra com o húmus fertilizante. O Sol era representado por diversas divindades. O deus Rá (também conhecido como Amon-Rá) era o principal e mais conhecido. Hórus, com corpo de homem e cabeça de falcão, representava o dia. As esfinges, com corpo de felino e cabeça humana, também eram representações das divindades solares. A Lua era representada pelo deus Ah e a noite, pela deusa Nut.


Os deuses também simbolizavam as qualidades humanas. A deusa Ísis, por exemplo, representava a boa esposa e a mãe que cuida muito bem de seu filho (o deus Hórus). A deusa Hathor, representada por uma mulher com chifres ou com cabeça de vaca, simbolizava prosperidade e felicidade.


À deusa Maat, por sua vez, eram atribuídos os princípios da verdade, da justiça, da ordem e do equilíbrio. Acreditava-se que ela teria sido criada antes do mundo dos deuses e o dos homens e que orientava toda a estrutura política e social egípcia. Para os egípcios, a legitimidade do poder do faraó era oriunda do pacto deste com a deusa Maat, assim como vinham dela os princípios éticos e morais que conduziam a vida de cada um.



Escultura em granito da deusa Hathor, c. 1390-1353 a.C. Hathor era também a deusa do amor. Muitas de suas qualidades foram atribuídas a Ísis; por isso, as representações dessas duas divindades são muito semelhantes.


O mundo dos mortos


A crença na vida após a morte era um ponto central da religião no Egito antigo. Na visão de mundo dos egípcios, havia uma relação de continuidade entre a vida terrena e o que eles chamavam de mundo inferior. A vida, para eles, era vista como uma caminhada. No momento da morte física, o coração parava e essa caminhada era interrompida. Por isso, era necessário preparar o morto para retomar, após a morte, o caminho iniciado no mundo terreno.


O preparo do morto para renascer no mundo inferior envolvia várias práticas funerárias que tinham como centro o ritual da mumificação, como foi introduzido na abertura deste módulo. Os rituais funerários, da preparação da múmia ao enterro na tumba, tinham como função eliminar do corpo tudo o que causasse corrupção e podridão e criar um corpo purificado para trilhar o caminho da eternidade.


 O processo de mumificação 



Primeiro, os órgãos internos do corpo eram removidos para serem guardados em uma vasilha.



Em seguida, o corpo era coberto com bicarbonato de sódio para secar e preservar o cadáver.



Passados sessenta dias, o corpo era preenchido com óleos e resinas para perfumá-lo e conservá-lo.



Por fim, o corpo era envolvido em faixas de linho, colocado no sarcófago e enterrado.


Fonte: HERÓDOTO. História [II, 86]. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 111.


O Livro dos mortos


O Livro dos mortos é uma coletânea de orações e cânticos religiosos que serviam para guiar o falecido em sua viagem pelo mundo inferior. Antes de começarem a ser escritos, é possível que os textos fossem recitados e transmitidos por uma longa tradição oral, por isso é difícil determinar quando eles de fato surgiram.


No início do Novo Império (c. 1570 a.C.), os textos eram escritos nas paredes das tumbas. Com o tempo, eles começaram a ser copiados em papiros ou em faixas de linho e colocados no caixão, acompanhando o morto. Os textos serviam para guiar o falecido em sua viagem pelo mundo inferior.


Segundo a tradição egípcia, quando uma pessoa morria, a alma se separava do corpo e o reencontrava antes de apresentar-se no Tribunal de Osíris, esposo de Ísis e rei do mundo dos mortos.


No tribunal, ocorria a pesagem do coração. Na presença do deus Anúbis, o coração do morto era colocado em uma balança que tinha como contrapeso Maat, a deusa da verdade e da justiça, geralmente representada por uma pluma. Se o coração pesasse mais que Maat, ocorria a segunda morte da pessoa, que seria esquecida para sempre. Se o peso do coração fosse menor ou igual ao de Maat, o morto poderia continuar sua caminhada no mundo inferior.


A cena do Livro dos mortos apresentada abaixo mostra a cerimônia de julgamento de Hunefer, escriba da corte do faraó Ramsés I (c. 1307-1306 a.C.). Hunefer está sendo conduzido pelo deus Anúbis ao tribunal, onde o aguardam 42 juízes e Osíris, o juiz supremo da cerimônia.



Página do Livro dos mortos de Hunefer, c. 1307-1306 a.C.


Além do Livro dos mortos para orientar os falecidos na passagem para o mundo inferior, alimentos, objetos (como armas, joias e utensílios) e até mesmo animais mumificados eram colocados nos túmulos egípcios.


“Os egípcios mumificaram diversos tipos de animais, de vacas e crocodilos a escorpiões e cobras. Às vezes, eles mumificavam até leões. [...] 


Quatro grupos de animais foram identificados pelos pesquisadores: aqueles colocados nas tumbas para ser usados pelos mortos como comida numa vida posterior, os que eram animais de estimação da pessoa morta, animais mumificados como símbolos de um culto e aqueles dados como oferenda aos deuses.”


Animais egípcios eram mumificados como humanos diz pesquisa. BBC Brasil, 16 set. 2004. Disponível em <http://mod.lk/wisj1>. Acesso em 6 mar. 2020.



Múmias de um gato e um tigre, encontradas em um túmulo na cidade de Luxor, Egito. A prática de mumificar felinos foi bastante comum no Egito entre 600 a.C. e 250 d.C.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Gabarito Navegações portuguesas

 01 - O que foi a Reconquista cristã?

A Reconquista é o processo histórico ao longo do qual os reinos cristãos da Península Ibérica procuraram reconquistar a região durante o período de al-Andalus. Tal processo decorreu entre 718 ou 722 (data provável da Batalha de Covadonga, liderada por Pelágio das Astúrias) e 1492, com a conquista do Emirado de Granada pelos reinos cristãos.

02 - Cite pontos positivos ocorridos por causa do  longo contato entre cristãos e árabes:

O longo contato entre cristãos e árabes na Península Ibérica, na Sicília e no comércio realizado nos vários portos do Mediterrâneo permitiu uma intensa troca de costumes e conhecimentos entre eles.

03 - O que é cartografia?

Cartografia é o estudo da representação da realidade de forma gráfica. Essa ciência estuda, analisa e produz mapas, plantas, gráficos e tabelas de uma determinada localidade. 

04 - O que é o Humanismo?

O Humanismo foi um movimento de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna, ou entre o Trovadorismo e o Renascimento. Como o próprio nome já indica, esse período literário correspondeu a ideais filosóficos, morais e estéticos que valorizavam o ser humano.

05 - O que é um portulano?

Carta de navegar usada na Antiguidade . 2. Livro que contém indicações técnicas dos portos, das costas e das correntes.

06 - Quem dominava o comércio entre ocidente e oriente pelo Mar Mediterrâneo?

Os italianos

07 - O que o governo português fez para auxiliar no desenvolvimento do conhecimento e na melhoria da navegação?

O governo português patrocinou o trabalho do importante cartógrafo catalão Jaime de Maiorca, o que representou um marco no desenvolvimento da cartografia portuguesa. No século seguinte, com o auxílio de astrônomos e matemáticos, cartógrafos portugueses produziram centenas de novos mapas.

08 -  A centralização monárquica de Portugal se iniciou no século XII, com as guerras de Reconquista. Nos séculos seguintes a economia portuguesa prosperou. Informe atividades econômicas beneficiadas com a formação do Estado Nacional Português:

A centralização monárquica de Portugal se iniciou no século XII, com as guerras de Reconquista. Nos séculos seguintes, a pesca, a agricultura e a produção artesanal foram incrementadas pelo desenvolvimento do comércio, especialmente o marítimo.

09 -  Por que a posição geográfica de Portugal foi importante para o pioneirismo português nas Grandes Navegações?

Devido à posição geográfica de Portugal, os portos de Lisboa e da cidade do Porto tornaram-se importantes centros comerciais. Essas atividades renderam altos lucros aos comerciantes e à Coroa portuguesa e propiciaram o aperfeiçoamento das técnicas de navegação. 

10 - O que foi a Revolução de Avis (1383-1385)? Por que ela foi importante para as Grandes Navegações portuguesas?

A Revolução de Avis, também conhecida como Crise de 1383, refere-se à sucessão de eventos e conflitos que aconteceram em Portugal e que resultaram no fim da Dinastia Afonsina e no começo da Dinastia de Avis. Essa revolução resultou na coroação de João, Mestre de Avis, como D. João I e rei de Portugal no ano de 1385. A Revolução de Avis foi crucial para a história de Portugal, pois inaugurou uma dinastia que estabilizou a sucessão dinástica do país durante os dois séculos seguintes, consolidando a monarquia portuguesa. Foi importante também porque estabeleceu a independência de Portugal e colocou fim às constantes ameaças que o país sofria do Reino de Castela.

11 - Por que a burguesia portuguesa se beneficiou com a Revolução de Avis?

A burguesia portuguesa prosperou. Os reis da dinastia de Avis investiram no desenvolvimento comercial de Portugal com o apoio da burguesia que havia participado da revolução. O desenvolvimento da burguesia portuguesa, bem como a estabilidade política alcançada após o final do século XIV, permitiram que o país fosse o pioneiro no processo de expansão marítima iniciado no século XV.

12 - No contexto das Grande Navegações Portuguesas, qual foi a primeira conquista portuguesa? Por que esse local era importante?

Ceuta

13 - Após conquistar Ceuta, os portugueses continuaram a contornar o litoral africano (Périplo africano) e a explorar o Oceano Atlântico. Como Portugal conseguiu recursos para continuar conquistando novos territórios?

Os portugueses continuaram a contornar o litoral africano (Périplo africano) e a explorar o Oceano Atlântico. Em algumas regiões, instalaram feitorias e iniciaram a colonização dessas terras. Em 1419, por exemplo, ocuparam a Ilha da Madeira e, em 1427, os Açores.


14 - O que é (relembre a explicação do professor):


a) Feitorias:

Era um dos postos avançados do império colonial português, representando ao mesmo tempo os interesses político-militares da Coroa e os interesses comerciais da nação. Muito comumente era conhecida como Feitoria da Fazenda Real.

b) Colonização

Colonização é o processo pelo qual os seres humanos ocuparam novos territórios pelo mundo. Uma colonização pode ter como objetivo a habitação ou a exploração de recursos. O período da colonização na Idade Moderna se inicia no final do século XIV, com o crescimento econômico de países europeus e asiáticos.

15 - Com os lucros da dominação e exploração das terras africanas, os portugueses também iniciaram a exploração de novas rotas em direção às Índias. O que motivava os portugueses nessa busca?

Os portugueses também iniciaram a exploração de novas rotas em direção às Índias*, onde eles poderiam adquirir especiarias e outros artigos orientais a preços mais baixos e, depois, revendê-los na Europa, obtendo altos lucros. 

16 - Além do alto lucro com o comércio de especiarias e de artigos de luxo, informe 04 fatores que serviam de incentivo para os portugueses buscarem novas rotas para o comércio com o oriente:

Além do alto lucro no comércio de especiarias e de outros artigos orientais, as dificuldades do caminho terrestre, o grande número de intermediários, o monopólio exercido pelos mercadores italianos e os impostos cobrados nos pontos de passagem encareciam os produtos. Tudo isso servia de incentivo para a busca por novas rotas comerciais orientais.

17 - Por que a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos incentivaram as Grandes Navegações?

As viagens portuguesas intensificaram-se a partir de 1453, quando a cidade de Constantinopla foi tomada pelos turcos otomanos, que passaram a controlar as rotas que ligavam o Mediterrâneo ao Oriente. A dificuldade de acesso aos produtos orientais aumentou, e os preços dispararam.

18 - No contexto das Grandes Navegações, informe feitos importantes dos personagens abaixo:


a) navegador Bartolomeu Dias:

Bartolomeu Dias, OM, OMP foi um navegador português que ficou célebre por ter sido o primeiro europeu a navegar para além do extremo sul da África, contornando o Cabo da Boa Esperança e chegando ao Oceano Índico a partir do Atlântico, abrindo o caminho marítimo para a Índia.

b) navegador Vasco da Gama:

Vasco da Gama, que estava no comando da nau capitânia com mais duas caravelas e uma tripulação de 200 homens, estabeleceu direção oeste para o caminho às Índias, Sua esquadra dobraria o Cabo da Boa Esperança no fim do mês de março para atingir as Índias em maio de 1498.

c) navegador Pedro Álvares Cabral:

Pedro Álvares Cabral foi um fidalgo, comandante militar, navegador e explorador português, creditado como o descobridor do Brasil. Realizou significativa exploração da costa nordeste da América do Sul, reivindicando-a para Portugal.

19 - Por que a Coroa portuguesa organizou uma expedição liderada por Pedro Álvares Cabral?

Com a intenção de fixar entrepostos comerciais em Calicute, garantir o comércio de especiarias com o Oriente e expandir o cristianismo, a Coroa portuguesa organizou uma expedição composta de dez naus, três caravelas e dezenas de canhões. O comando da armada foi entregue ao português Pedro Álvares Cabral.

20 - A armada de Cabral partiu de Lisboa em 9 de março de 1500. Como ela terminou?

A armada partiu de Lisboa em 9 de março de 1500. Entretanto, quando atingiu o noroeste da África, a frota desviou de sua rota original e acabou ancorando no sul do atual estado da Bahia, em 22 de abril. As terras foram chamadas de Ilha de Vera Cruz e, mais tarde, Terra de Santa Cruz.

Gabarito Motivações Grandes Navegações

 01 - Em relação aos conhecimentos geográficos dos europeus, como este assunto era até o século XIV?

Baixo conhecimento geográfico

02 - Por que os europeus da idade média possuíam medo do mar?

Os medievais tinham um grande medo do desconhecido. Antigas histórias sobre monstros marinhos no Oceano Atlântico e a existência de seres assustadores em terras distantes apavoravam os europeus.

03 - Informe alguns motivos que favoreceram a expansão marítima comercial?

Crescimento comercial europeu e o enriquecimento da burguesia (que desejava cada vez mais poder e riquezas);

* Centralização do poder nas mãos dos reis e a formação dos Estados Nacionais;

* Humanismo e o Renascimento (a mudança de visão de mundo e a busca por novos conhecimentos);

* Reforma e a Contrarreforma (a corrida para impor os seus dogmas religiosos para os outros);

* A necessidade de se buscar novas rotas comerciais (problemas com Constantinopla que foi dominada pelos árabes) e ampliar o comércio das especiarias orientais (ampliar fornecedores);

* O contato com os muçulmanos e os aprendizados dessas interações (aprendizados, novas técnicas e tecnologias);

* A política mercantilista (Mercantilismo);

04 - Por que a formação os Estados Modernos beneficiou o comércio e a burguesia durante a baixa idade média?

A partir do século XV, os reis trataram de consolidar seu poder e de adotar medidas para exercer sua autoridade sobre vastas regiões. Criaram condições que ajudaram a expansão comercial e o aumento dos lucros dos comerciantes.

04 - O que os reis fizeram a partir do século XV para consolidar o seu poder real?

Criaram impostos e moedas de circulação nacional e constituíram uma burocracia formada por funcionários administrativos encarregados de fazer valer as decisões do soberano em todo o reino. Além disso, os reis definiram suas fronteiras territoriais e formaram exércitos permanentes e profissionais, subordinados à autoridade da Coroa.

05 - Por que o rei precisava de muito dinheiro?

Para financiar as suas ações. Para sustentar os funcionários que cuidavam da administração do reino, equipar as tropas que protegiam o território e ainda por cima manter o luxo da corte, era necessário ter muito dinheiro.

06 - O que é mercantilismo?

O Mercantilismo foi um conjunto de medidas político-econômicas que predominou em alguns países europeus após o feudalismo, iniciando a Idade Moderna. Assim sendo, através de um governo absolutista, várias medidas foram tomadas em prol da acumulação de ouro e prata.

07 - Defina:


a) Metalismo:

O metalismo foi uma medida usada durante o sistema mercantilista para medir a riqueza de uma nação. Esse sistema também era conhecido como bulionismo que deriva da palavra inglesa bullion. Esse sistema aconselhava o Estado a ter o máximo possível de metais preciosos nos cofres como ouro e prata.

b) Balança comercial favorável: 

O saldo da Balança Comercial é considerado positivo quando há valores das exportações maiores que o das importações, havendo assim um superávit. Quando esse valor é negativo, ou seja, quando os valores das importações são maiores que os das exportações, falamos que ocorre um déficit.

c) Estímulos às manufaturas:

Incentivos as atividades artesãs

d) Protecionismo:

“Protecionismo” pode ser definido como um conjunto de ações governamentais para proteger a economia de seu país. Tais ações são feitas, na maioria das vezes, por medidas que restringem ou proíbem importações de determinados bens, visando proteger o mercado interno da concorrência externa.

08 - Informe fatores que influenciaram os reis criarem expedições marítimas:

Lucro do comércio de especiarias, proibição turca dos comerciantes cristãos irem à Constantinopla, Monopólio italiano na rota do Mediterrâneo entre outras.

09 - O que era a Rota da Seda?

Eram uma série de rotas interconectadas através do sul da Ásia e eram usadas no comércio da seda entre o Oriente e a Europa. Os meios de transporte que rodeavam tais rotas eram as caravanas e embarcações oceânicas que faziam a ligação do Oriente e a Europa.

10 -  Além da rota terrestre, qual era a outra principal rota existente no comércio ocidente/oriente?

A rotas marítima

11 - Quais produtos orientais eram mais desejados pelos comerciantes medievais?

As especiarias 

12 - Como o comércio ocidente/oriente era realizado?

Os principais agentes desse comércio nas montanhas e desertos da Ásia eram mercadores muçulmanos. Depois que chegavam aos portos do Mediterrâneo, os produtos eram revendidos aos comerciantes cristãos, principalmente das cidades italianas de Gênova e Veneza. Nos mercados da Europa, os italianos revendiam, a preços elevados, as especiarias e outros artigos vindos do Oriente. 

13 - Como os turcos otomanos prejudicaram os comerciantes medievais?

Conquistando Constantinopla e proibindo a entrada dos comerciantes cristãos

14 - Por que era necessário buscar novas fontes de metais preciosos?

Por que os velhos acessos não estavam com a mesma disponibilidade de antes

15 - Por que as cruzadas reforçaram a necessidade de busca por novas rotas comerciais?

A cidade de Constantinopla foi tomada pelos turcos otomanos. Ao tomar o principal porto por onde entravam os produtos orientais na Europa, os turcos também assumiram o controle das rotas que ligavam o Mediterrâneo ao Oriente. A queda do Império Bizantino, como o episódio tornou-se conhecido, abalou profundamente a Europa Ocidental e provocou pânico por toda a cristandade.

16 - Por que os grupos abaixo tiveram interesses na realização das cruzadas?


a) Nobreza:

Queria sair da crise da baixa idade média e conquistar mais terras

b) Burgueses:

Ampliação do comércio

17 - Como o humanismo influenciou nas Grandes Navegações?

Trouxe novos conhecimentos e técnicas baseadas nas ciências

18 - Cite algumas inovações técnicas e tecnológicas que beneficiaram as Grandes Navegações?

Bússola, astrolábio, caravelas etc

19 - Como os portugueses se beneficiaram desse contexto aqui estudado?

Aproveitaram a convivência com os árabes e aplicaram esses conhecimentos no processo de expansão marítima.

20 - Pesquise o que foram as Grandes Navegações:

As Grandes Navegações, também conhecidas como Expansão Marítima, foram o processo de exploração e navegação do Oceano Atlântico que se iniciou no século XV e estendeu-se até o século XVI. Nesse período, os europeus descobriram novos caminhos marítimos para alcançar a Ásia.


Aviso sobre a finalidade dos mapas de orientação de estudo (editais)

Prezados, boa tarde!

Um breve aviso!

Venho por meio desta mensagem, informar mais uma vez, que o mapão NÃO É UM EXERCÍCIO

Os exercícios já foram feitos ao longo das aulas (exercício de fixação e google formulário).

O mapa tem como finalidade fixar os principais tópicos que precisam ser dominados pelo aluno, para que o mesmo obtenha de um excelente resultado na avaliação.

O aluno tem como opção de estudo:

* Livro físico (principal);

* Texto blog (complementar);

* Caderno (complementar) ;

* Vídeo (complementar).

Desde já, muito obrigado!

Ótimos estudos! 

Vida na Mesopotâmia (sociedade, economia, religião e ciência) Parte 03

 

Viver na Mesopotâmia


As pessoas livres eram maioria nas sociedades mesopotâmicas. Entre elas havia grandes distinções sociais, que dependiam da origem familiar, do ofício que exerciam e do local em que viviam.


Os escravos constituíam uma minoria. Em geral, eram prisioneiros de guerra ou pessoas livres que haviam se vendido ou sido vendidas por suas famílias para os mercadores de escravos. A maioria das pessoas escravizadas vivia no meio urbano.


No campo, as pessoas se dedicavam à agricultura, à criação de gado e ao pequeno artesanato. Em certas áreas da Mesopotâmia, algumas famílias concentraram terras e formaram grandes propriedades, conquistando riqueza e destaque social.


Parte do que era produzido nas áreas rurais destinava-se ao pagamento de impostos aos palácios e templos. Outra parte era trocada entre famílias de diferentes aldeias e também com as cidades. Isso contribuiu para o desenvolvimento do comércio.


Nos centros urbanos, as tarefas de controlar a arrecadação de impostos, coordenar a construção de obras de irrigação, organizar exércitos e abastecer os templos e palácios exigia uma grande variedade de profissionais: artesãos, ferreiros, escribas, médicos, soldados e outros tipos de ocupação, nos quais as mulheres também estavam presentes.


Nas cidades, as pessoas que exerciam diferentes ofícios dividiam o mesmo espaço, como mostra o texto a seguir.


“A população das cidades distribuía-se pelo palácio real, pelos templos e pelos bairros. Na verdade, nenhum desses lugares era exclusivamente residencial, pois os imóveis serviam para várias atividades ao mesmo tempo. [...] Nas casas que formavam os quarteirões, misturavam-se moradias, oficinas de artesanato, armazéns, locais de comércio e currais, muitas vezes num único prédio.”


REDE, Marcelo. A Mesopotâmia. São Paulo: Saraiva, 1997. p. 19.



Detalhe do Portão de Ishtar, construído no século VI a.C., durante o reinado de Nabucodonosor II. Dedicado à deusa Ishtar, era uma das várias portas que davam acesso à cidade da Babilônia. Ao longo do trajeto, paredes decoradas com mais de cem figuras de leões em tijolos envidraçados conduziam ao interior da cidade.


A economia: agricultura e comércio


A base da economia mesopotâmica era a agricultura. Os principais produtos cultivados eram linho, lentilha, trigo, gergelim e cevada. Em pequenas áreas, os camponeses produziam legumes e hortaliças.

A água necessária para irrigar as plantações era captada dos rios Tigre e Eufrates, que também possibilitavam a pesca e a criação de animais. Os mesopotâmicos criavam ovelhas para a produção de lã; cabras e vacas para a obtenção do leite e de seus derivados; mulas e bois para o transporte e a tração dos arados nos campos.


Por meio de trocas, os povos da Mesopotâmia adquiriam de outras regiões produtos como madeira, metais e pedras preciosas, fornecendo, inicialmente, artigos agrícolas e objetos artesanais. Com o crescimento das cidades e o aumento das atividades comerciais, os mercadores passaram a utilizar peças de metal como pagamento. Até para o comércio os rios eram importantes: eles serviam de vias para a circulação de pessoas e de mercadorias.


Uma religião com muitos deuses (politeísmo)


Os mesopotâmicos eram politeístas, ou seja, cultuavam vários deuses. Entre eles destacavam-se Enki, deus sumério da água doce e da sabedoria; Ishtar, deusa babilônica do amor e da guerra; e Assur, o principal deus assírio, um forte guerreiro. Os deuses para eles eram semelhantes aos seres humanos, com a diferença de que eram poderosos e imortais. Eles casavam, tinham filhos, ficavam tristes ou alegres e podiam ser cruéis, invejosos ou caridosos.


Os templos representavam a moradia dos deuses na Terra. Geralmente eram construídos sobre uma torre de escadas chamada zigurate (“prédio alto”). Os zigurates ficavam em posição destacada na cidade para que todas as pessoas pudessem contemplá-los.


Dirigidos por um grão-sacerdote, os templos eram locais de culto e demais cerimônias religiosas. No interior deles, os sacerdotes dirigiam rituais de sacrifício de animais, práticas mágicas e oferendas aos deuses. Além de suas atividades religiosas e administrativas, eles também eram encarregados de transmitir as tradições de seus povos, formulando e copiando escritos de mitos, hinos, poesias, entre outros.


Como na Mesopotâmia religião, política e ciência estavam intimamente ligadas, os templos também eram centros de pesquisa e ensino, onde a escrita e a astronomia tiveram um grande desenvolvimento.



Escultura representando Lamassu, guardião do portal do Palácio de Sargão II. Lamassu era uma figura mítica com cabeça humana, corpo de touro e asas de pássaro, construído em frente aos portões de entrada de uma cidade ou palácio para protegê-los contra ataques de inimigos.

Curiosidade - O beijo na boca e a Mesopotâmia. 

É muito provável que o beijo na boca tenha surgido na Mesopotâmia.

Uma recente pesquisa publicada na revista científica Nature indica que os primeiros beijos na boca registrados na História não aconteceram na Índia, por volta de 1500 a.C., como acreditavam, mas, sim, na antiga Mesopotâmia - atual Iraque e Síria - desde pelo menos 2500 a. C..

O beijo na boca teria evoluído para avaliar a adequação de um parceiro em potencial, por meio de sinais químicos transmitidos na saliva ou na respiração.

Outros propósitos sugeridos para o beijo incluem provocar sentimentos de apego e facilitar a excitação sexual.

O beijo na boca também é observado entre os nossos parentes vivos mais próximos, os chimpanzés e os bonobos. Isso sugere que o comportamento pode ser muito antigo do que as primeiras evidências atuais em humanos.




Estudamos como era a vida na região da Mesopotâmia.


Foto quadro aula 01

Foto quadro aula 02



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República Velha (1889 - 1930) República de Espada (1889 - 1894) e República do Café com Leite (1894 - 1930)

A República Velha (1889-1930): Das Espadas ao Café com Leite O que é uma República?  República, do latim "res publica"...