quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Povo hebreu e a dominação romana

 Povo hebreu e a dominação romana


Os hebreus na Palestina


Quando as tropas romanas conquistaram o território habitado pelos judeus, no século I a.C., vários outros impérios já tinham dominado anteriormente a região: assírios, babilônios, persas e macedônios. Os judeus também não foram os primeiros habitantes da Palestina, nome que os romanos davam ao território. Os hebreus, como eram chamados os ancestrais dos judeus, estabeleceram-se na região após derrotar outros povos que lá viviam.


O que sabemos sobre a história dos hebreus tem como principal fonte de estudo o Antigo Testamento da Bíblia. Diferentemente da maior parte dos povos da Antiguidade, os hebreus eram monoteístas, ou seja, acreditavam na existência de um deus único, Yahweh (Javé ou Jeová). A base de sua crença se encontra na Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia, os quais contêm os 613 mandamentos para a vida judaica.


Originalmente, os hebreus viviam em grupos familiares de pastores seminômades na região da Mesopotâmia. Mas não constituíam um povo no sentido que entendemos hoje, formado por uma comunidade de pessoas que partilham uma identidade comum. Eles se organizavam como uma grande família tribal, liderada por um patriarca.


Conta a Bíblia que, por volta de 1900 a.C., Abraão, líder dos hebreus, recebeu uma ordem de Deus para conduzir seu grupo familiar até Canaã (ou Palestina histórica). Segundo os historiadores, porém, a migração dos hebreus para Canaã foi motivada pela chegada do povo arameu à Mesopotâmia.


Acredita-se que a tomada de Canaã tenha durado vários anos, pois os hebreus tiveram de enfrentar povos que já habitavam a região, como os cananeus. O que as fontes históricas indicam é que, por volta do século XIII a.C., a Palestina, até então habitada pelos cananeus, foi ocupada por pastores nômades vindos das montanhas, provavelmente os hebreus.


Em Canaã, formaram-se doze tribos. Cada uma delas era liderada por um chefe político e militar, em geral um ancião da família mais importante. Em períodos difíceis, um líder era escolhido para exercer autoridade sobre todas as tribos, o juiz. Durante o chamado período dos juízes, as mulheres também podiam exercer a liderança das tribos.


Os Dez Mandamentos


Conta a Bíblia que, pouco mais de 400 anos após a saída de Abraão da Mesopotâmia, uma seca prolongada em Canaã levou os hebreus a migrarem para o Egito, que na época estava sob o domínio dos hicsos. Após a expulsão dos hicsos, os hebreus foram acusados de colaborar com o invasor e por isso foram escravizados. Por volta de 1250 a.C., Moisés, hebreu criado pela filha do faraó, libertou seu povo do cativeiro e o conduziu de volta a Canaã. Narra a Bíblia que, durante a viagem, Moisés recebeu de Deus, no Monte Sinai, duas placas de pedra (as Tábuas da Lei), nas quais foram escritos os Dez Mandamentos. Também conhecidos como Decálogo, os Dez Mandamentos tornaram-se o código de leis do povo hebreu.


A fundação do Reino dos Hebreus


De acordo com a Bíblia, por volta do século XI a.C., os hebreus guerreavam com os filisteus pelo controle de Canaã. Visando organizar a luta contra o inimigo, as doze tribos se unificaram sob a autoridade de Saul, o primeiro rei dos hebreus. Saul foi sucedido por Davi, que reinou por volta de 1010 a.C. a 971 a.C. O novo rei derrotou os filisteus, conquistou a cidade de Jerusalém e a transformou na capital do reino.


O Reino dos Hebreus chegou ao auge no reinado de Salomão, filho de Davi. Ele fortaleceu o exército e estabeleceu relações comerciais com os fenícios e com reinos da Arábia e da África. Salomão ordenou a construção de reservatórios para irrigação, de aquedutos para o abastecimento de água e do Primeiro Templo de Jerusalém. O dinheiro para as obras foi obtido com a cobrança de altos impostos.


Com a morte de Salomão, em 931 a.C., seu filho Roboão assumiu o reino e manteve a política de altos impostos. Diante disso, as dez tribos do norte se rebelaram e criaram o Reino de Israel, com capital em Samaria. No sul, formou-se o Reino de Judá, que manteve sua capital em Jerusalém.


Após a divisão política, as rivalidades e as diferenças entre o norte e o sul se aprofundaram. O Reino de Israel se distanciou da identidade hebraica e desapareceu após a conquista assíria. Os hebreus do Reino de Judá, ao contrário, procuraram manter a tradição religiosa de seus ancestrais. Por isso, a partir daquele momento, os hebreus de Judá passaram a ser conhecidos como judeus, e o território onde viviam ficou conhecido como Judeia.


A conquista romana da Judeia


Após sucessivos domínios estrangeiros (reveja a linha do tempo), a Judeia, às vésperas da conquista romana, era um Estado religioso independente. No ano 63 a.C., após dominar a Síria, a Fenícia e o norte da Palestina, o general romano Pompeu se dirigiu a Jerusalém. Após três meses de cerco, a capital judaica foi tomada pelos romanos. Cerca de 12 mil judeus morreram no conflito, e, embora apenas alguns romanos tenham perecido, muitos ficaram feridos.


Inicialmente, a Judeia não era uma província romana, mas um protetorado, ou seja, um Estado que mantinha certa autonomia e devia pagar tributos a Roma. A relação com os romanos se transformou em submissão e aliança a partir de Herodes, judeu-árabe que disputava o governo da Judeia. Protegido por tropas romanas, Herodes cercou Jerusalém, derrotou seus inimigos e assumiu o trono em 37 a.C. No governo, ampliou o reino judeu, anexando toda a Palestina.


Querendo mostrar sua lealdade a Roma, Herodes ordenou a construção de um grande circo em Jerusalém para a realização de lutas, corridas de carros e outros espetáculos populares romanos. No circo havia inscrições de louvor ao imperador Augusto e às suas glórias militares. Outra demonstração de lealdade a Roma foi a construção da cidade de Cesareia, às margens do Mar Mediterrâneo, abrigando palácios, um templo dedicado a Augusto e um porto.


Os novos costumes eram estranhos à tradição religiosa hebraica e despertaram a ira de grande parte da população. Visando agradar os judeus e exaltar a sua própria imagem, Herodes ordenou a reconstrução do Segundo Templo de Jerusalém, erguido quando os judeus voltaram do exílio na Babilônia. As obras de ampliação e remodelação do templo, dedicado ao Deus dos hebreus, empregaram mil carretas para o transporte de pedras e cerca de 10 mil operários, e foram concluídas em 19 a.C.


As condições que levaram à revolta


As majestosas construções do governo de Herodes foram financiadas com altos impostos cobrados da população, que era duplamente tributada, pois tinha de pagar impostos ao templo e a Roma. A insatisfação do povo não culminou em uma revolta armada contra o governo provavelmente por causa do terror que o rei empregava contra seus opositores e por sua aliança com Otávio Augusto.


Herodes morreu em 4 a.C. Dez anos mais tarde, a Judeia foi reduzida à condição de província do império, administrada por governadores romanos. O mesmo ocorreu com a Galileia, no norte da Palestina. Nos anos seguintes, a Judeia foi cenário de conspirações e de uma feroz disputa pelo poder, da formação de facções religiosas e de protestos populares contra os privilégios das elites judaicas.


Duas facções religiosas foram protagonistas dos conflitos na Judeia desse período: os zelotes e os sicários. Os primeiros combatiam a dominação estrangeira e se empenhavam para que as leis da Torá fossem respeitadas em toda a Judeia. Os sicários diferenciavam-se dos zelotes por levar, sob as vestes, uma adaga, que usavam para cometer atentados contra membros da elite judaica que colaboravam com os romanos. Os integrantes dessas facções se espalharam por toda a Palestina.


Os dois grupos também expressavam a insatisfação popular com o enriquecimento da elite judaica. Somando por volta de 160 pessoas, entre sumos sacerdotes, grandes comerciantes e proprietários de terras, essa elite tinha acumulado fortunas por ter uma ligação estreita com o poder imperial romano: ela controlava os tributos, as mercadorias destinadas ao templo e os serviços oferecidos aos peregrinos em Jerusalém.


A revolta judaica e a queda de Jerusalém


A partir do ano 60, camponeses oprimidos pelos altos impostos, endividados e famintos se levantaram contra seus principais tiranos: o poder imperial romano e a elite judaica.


A rebelião eclodiu em 66 em praticamente toda a Palestina. Nero, imperador romano na ocasião, nomeou o general Vespasiano para reprimir a revolta. Os romanos primeiro derrotaram os rebeldes na Galileia e depois seguiram pela costa. Após controlar a maior parte do território, as tropas romanas se prepararam para a tomada de Jerusalém. Na cidade, uma coalizão reunindo rebeldes locais e refugiados da guerra travada na Galileia havia se formado para resistir à invasão romana.


No final de 69 d.C., Vespasiano foi declarado imperador de Roma, e Tito, seu filho, assumiu a operação. No início do ano seguinte, ele iniciou o cerco de Jerusalém. Ao mesmo tempo, uma guerra civil se espalhou pela cidade. De um lado, estavam os zelotes e outros rebeldes prontos para resistir até a morte; de outro, os grupos moderados, entre eles a elite sacerdotal e fundiária judaica, propondo a rendição.


Arrasada pela fome, Jerusalém não resistiu à ofensiva romana. Em agosto de 70, as forças de Tito derrubaram a última barreira da muralha e entraram na cidade. O que veio em seguida foi um cenário de destruição. As estimativas mais confiáveis falam em 600 mil mortos, a maior parte, judeus. O templo foi incendiado e destruído, e o ouro da cidade, saqueado. Cerca de 90 mil judeus foram feitos prisioneiros, vendidos depois como escravos ou levados para lutar nas arenas romanas. Começava a Grande Diáspora, ou seja, a dispersão do povo judeu pelo mundo.


Massada: o último reduto da resistência judaica


Massada é uma fortaleza natural encravada no Deserto da Judeia, a pouca distância do Mar Morto. As edificações da fortaleza, iniciadas no século II a.C., foram ampliadas e reforçadas no reinado de Herodes.


Quando a revolta judaica começou, um grupo de sicários se dirigiu para Massada, derrotou a guarnição romana aquartelada no local e tomou a fortaleza. Rebeldes zelotes se uniram a eles mais tarde. Quando Jerusalém caiu diante dos soldados de Tito, um grupo de sobreviventes fugiu para Massada e juntou-se aos rebeldes para organizar a resistência contra os romanos.


O historiador judeu Flávio Josefo (37-100 d.C.) conta que, no final do ano 72, os romanos concluíram a construção de uma gigantesca rampa para invadir a fortaleza. Diante da situação, o líder sicário Eleazar ben Yair organizou um plano de suicídio coletivo dos 960 judeus refugiados em Massada.


A narrativa de Josefo é dramática e muito questionada pelos pesquisadores. Pela análise de esqueletos humanos e de outros achados arqueológicos no sítio de Massada, o mais provável é que um grupo de sicários tenha cometido suicídio e a maior parte dos rebeldes tenha morrido em combate.

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Mapão Golpe civil-militar de 1964 e governo Castelo Branco (1964 - 1967)

 Golpe civil-militar de 1964 e governo Castelo Branco (1964 - 1967).




Abaixo estão os principais tópicos da avaliação sobre o Golpe civil-miltar de 1964 e sobre o primeiro governo do regime militar, o governo Castelo Branco.

* O que foi a Operação Brother Sam? Qual era o seu objetivo? Quais paises participaram dela?

* O que é uma ditadura? 

* O que é um terrorismo de Estado? Quais são as suas principais características?

*O que foi o Golpe Civil-Militar de 1964?

* Qual presidente da república foi retirado do poder no Golpe civil-militar de 1964?

* Mencione quatro fatores utilizados pelos golpistas para derrubarem o presidente João Goulart da presidência do Brasil em 1964:

*Informe os primeiros feitos dos golpistas a partir do dia 1º de abril de 1964:

* Como teve início a Ditadura Militar no Brasil, que durou de 1964 a 1985?

* Cite quatro características do regime militar brasileiro entre os anos de 1964 - 1985:

* O que eram os Atos Institucionais?

* Editado em 9 de abril de 1964, o AI-1 permitiu:

* O Ato Institucional 02 abordava:

* Defina:

- bipartidarismo: 

- Eleições indiretas:

* Após o golpe civil-militar de 1964, quem elegeu o marechal Castelo Branco como presidente do Brasil? Lembrando que ele foi eleito por uma eleição indireta...

* O marechal Humberto de Alencar Castello Branco, indicado pelos militares e eleito pelo Congresso Nacional, tornou-se o primeiro presidente do regime militar no Brasil. Ao ser empossado, declarou seu projeto de governar para desenvolver o capitalismo brasileiro e conter uma suposta “ameaça comunista”, controlando as massas trabalhadoras e reformando o aparelho do Estado. Mencione quatro ações do governo do marechal Castelo Branco:

* Dentro do sistema bipartidário, quais eram os únicos dois partidos autorizados pela ditadura militar?

* O que foi a Lei Antigreve? O que ela previa?

Arrocho salarial é a consequência de uma política salarial cujos reajustes não acompanham a inflação. Pode ocorrer como política de governo ou decorrente da livre negociação entre empresas e trabalhadores. Pode atingir tanto o salário mínimo de um país como os salários acima dele. Se você fosse um trabalhador e recebesse salário, você iria gostar ou apoiar um governo que implantava uma política de arrocho salarial e não que permitia reclamações e manifestações? Justifique sua resposta: 

* Em junho de 1964, o Congresso aprovou a Lei Antigreve, que proibia a paralisação de servidores públicos e dificultava a realização de greves no setor privado. Um movimento grevista, para ser iniciado, tinha de ser aprovado em assembleia pelo voto secreto de pelo menos dois terços da categoria, na primeira convocação, e um terço na segunda, com um intervalo mínimo de dois dias entre elas. Como ficou a situação do trabalhador brasileiro ao longo da Ditadura Militar?

* Dentro do contexto da Guerra Fria e do mundo bipolarizado, qual país  apoiou a implantação do Golpe de 1964 e durante o Regime Militar brasileiro, manteve maior proximidade diplomática, política e econômica?

* Como podemos explicar a política externa do governo militar do marechal Castello Branco (1964 - 1967)?

O que era a Aliança para o Progresso? Quais eram os seus principais objetivos?

Castello Branco conseguiu firmar novos acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e obter novos empréstimos. Quais eram os seus objetivos?

* O que foi o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG)? Quais eram os seus objetivos?

O governo Castello Branco também criou organismos voltados para a investigação e a repressão política. Entre eles, destacou-se o Serviço Nacional de Informações (SNI). Na prática, o que fazia o Serviço Nacional de Informações? Mencione exemplos praticos de ações desse órgão de controle:

* O Ato Institucional número 04 determinava:

* Sobre o Ato Institucional número 05, o mesmo é considerado um dos mais duros. Ele determinava:

Nas eleições para governador, em outubro de 1965, a oposição conquistou vitórias em cinco dos dez estados onde houve disputa eleitoral. Em resposta, os militares tomaram algumas medidas.

Em fevereiro de 1965 , Castello Branco também instituiu a Lei de Imprensa. O que essa lei previa?

* Foi indicado pelos militares e eleito presidente da república em outubro de 1966 e empossado em março do ano seguinte. Apoiado por uma ala do exército conhecida como “linha dura”, seu governo ficou marcado pelo crescimento dos movimentos de oposição e pela violência da repressão policial. Quem assumiu a presidência após a saída do marechal Castelo Branco?

* Em certo contexto, existiam dois grupos militares dentro do governo militar. Faça a definição e mencione os seus propósitos:

- Linha dura:

- Castelistas (grupo da Sorbonne) :

Qual foi o ato institucional que concedeu poderes extraordinários ao governo militar no Brasil durante a ditadura?

* Como o movimento estudantil atuou por melhores condições de ensino e contra o regime?

* O que aconteceu com o estudante Edson Luís de Lima Souto? O que isso significou na época?

* O que foi a Passeata dos Cem Mil? Por que ela aconteceu?

* Qual pretexto foi utilizado para a implantação do AI-5?

Use o conteúdo abaixo para auxiliar nos seus estudos

Governo João Goulart


Golpe civil-miliar de 1964


Governo Castelo Branco


Vídeos de apoio pedagógico

Governo João Goulat



Ditadura Militar (1964 - 1985)


Governo Castelo Branco (1964 - 1967)


ATENÇÃO!

APÓS O SEU ESTUDO, CLIQUE NO LINK ABAIXO E FAÇA A SUA AVALIAÇÃO SOBRE ESSE TEMA.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Mapão crise do século XVII na Europa

 Mapão sobre a crise do século XVII na Europa

Orientações para o seu estudo sobre a crise na Europa do século 17:

*Conceitue:

a) Idade Moderna:

b) Antigo Regime:

c) Sociedade do Antigo Regime:

d) Absolutismo monárquico:

e) Mercantilismo:

f) Capitalismo:

g) Doutrina do poder divino do rei:


*A economia do Antigo Regime era baseada:


* Como o Antigo Regime era organizado políticamente?


* Explique quais foram as duas teorias que justificavam a necessidade da existência do rei e o seu poder absoluto:


* A construção do poder absoluto dos reis também foi obra de pensadores. Eles elaboraram teorias que legitimavam o poder dos monarcas, justificando-o pela razão ou pela fé. Thomas Hobbes e Jacques Bossuet foram dois dos intelectuais que se dedicaram a essa tarefa. Explique as ideias de ambos:

a) Thomas Hobbes:

b) Jacques Bossuet:


* O regime absolutista, caracterizou-se na Europa do chamado Antigo Regime. Em qual país europeu o regime absolutista foi mais presente?


* Defina as características do mercantilismo abaixo:

a) Metalismo:

b) Protecionismo:

c) Balança comercial favorável:

d) Exclusivo comercial metropolitano (Pacto Colonial):


* Com as grandes navegações e as conquistas ultramarinas, as colônias foram organizadas para atender ao principal objetivo do mercantilismo, que era fortalecer o Estado nacional. Informe duas ações adotadas por Estados nacionais mercantilistas com o objetivo de fortalecer a sua economia:


* Em geral, as colônias cumpriram esse papel (de fortalecer o Estado nacional - a metrópole) fornecendo à mesma metrópole metais preciosos e gêneros agrícolas de alto valor comercial na Europa. Cite exemplos de medidas que Portugal implantou o exclusivo comercial metropolitano visando fortalecer a economia do reino portugues:


*No século XVII, alguns fatores indicavam que o mercantilismo era incompatível com a expansão da economia capitalista. Quais fatores eram esses?


*No século XVII, quais fatores dificultavam a expansão da economia capitalista no continente europeu?


* Informe alguns motivos que iniciaram a guerra entre os Países Baixos (Holanda) e Espanha ao longo do século XVI:


*Entre 1652 e 1654 foi a vez de a Inglaterra combater a Holanda. Quais motivos levaram ao enfrentamento dos dois paises?


* As guerras entre os Estados modernos, ao longo do século XVI, proporcionaram várias consequências. Quais foram essas?


* No século XVI, os Países Baixos faziam parte do império do rei espanhol Filipe II. Por que em 1581, as sete províncias do norte, protestantes e lideradas pela Holanda, se declararam independentes da Espanha e formaram a República das Províncias Unidas?


* Nas monarquias absolutistas, a política se misturava frequentemente com a religião, pois o rei desejava usar a fé dos súditos como instrumento de manipulação, controle e poder. Informe exemplo disso na prática:


* Informe três fatores que justificam a crise do século XVII na Europa:


* O que foi a União Ibérica? Por que ela aconteceu?


Material de apoio e consulta

Crise do século 17 na Europa

https://historiaecio.blogspot.com/2023/09/crise-do-seculo-xvii-na-europa.html


Vídeos sobre o século XVII

Vídeo 01 - Absolutismo

https://www.youtube.com/watch?v=4YogdtC09xk

Vídeo 02 - Teóricos absolutistas (Filósofo absolutistas)

https://www.youtube.com/watch?v=3HyCopxuiIk

Vídeo 03 - Parabólica (CONTEXTO GERAL DO SÉCULO XVII)

https://www.youtube.com/watch?v=dCgwD4fYjw8

domingo, 15 de outubro de 2023

Império romano (parte 01) Início e suas principais características

Império romano (27 a.C. - 476 d.C) - Aula 01 (Início e suas principais características).


3º período da história antiga de Roma (1º Monarquia romana e 2º República romana).

O Império Romano é considerado o maior civilização da história ocidental. Durou cinco séculos: começou em 27 a.C. e terminou em 476 d.C.

Estendia-se do Rio Reno para o Egito, chegava à Grã-Bretanha e à Ásia Menor. Assim, estabelecia uma conexão com a Europa, a Ásia e África.

No sistema político de império, o poder político estava concentrado na figura do imperador. O Império Romano começou com Otaviano Augusto e terminou com Constantino XI. O Senado servia para apoiar o poder político do imperador.


O império sucedeu à República Romana. Com o novo sistema, Roma, que era uma cidade-estado, passou a ser governada pelo imperador.


Foi em seu início que o império conquistou a maior parte do poder. Até 117 d.C., ao menos 6 milhões de quilômetros quadrados estavam sob o domínio do império romano.

Sob o domínio do Império Romano viviam entre 50 e 60 milhões de habitantes. Roma, nessa fase, foi habitada por 1 milhão de habitantes.

Entre os pontos fundamentais para o sucesso do império estava o exército, que era profissional e atuava como uma legião. Sob o comando de astutos generais, Roma expandiu o poderio ao Mediterrâneo.


Características do império romano

Essencialmente comercial;

Escravizava os povos conquistados;

O controle das províncias era feito por Roma;

Politeísta;

O governante tinha cargo vitalício;

A extensão territorial era obtida por conquistas ou golpes militares.


Surgimento do Império Romano

Uma das estórias sobre a fundação de Roma é a célebre lenda dos irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, que viveram em 753 a.C.

Segundo historiadores, Roma surgiu a partir de um grupamento de pastores que viviam às margens do Rio Tigre. É essa a região geográfica que corresponde hoje à Itália.

No decorrer do século VI a.C., Roma ficou sob a direção dos etruscos, de origens gregas. A liberdade foi conquistada gradualmente, quando se transformou numa cidade-estado onde a forma de poder exercida era a monarquia.

Com as constantes desavenças entre os reis, os romanos experimentaram a república, entre 509 a.C. e 30 a.C. Nesta época, Roma passou a exercer forte poder colonial, político e militar.


Triunviratos

O governo de Roma ainda ficou fortalecido por uma estratégia de gestão que passou à história como triunviratos.

O triunvirato é a gestão formada por três integrantes. A formação do primeiro deles em Roma ocorreu em 59 a.C. e contava com Júlio César, Pompeu e Marco Crasso.

Em certo momento, os três entraram em guerra e César os venceu. Júlio César tornou-se o primeiro governante individual de Roma.

O segundo triunvirato foi formado por Octávio, Lépido e Marco Antônio, também terminou com uma guerra civil em 31 a.C. Otávio venceu e passou a governar Roma.

É nesse ponto que surge o Império Romano, em 27 a.C. e que vai até 476 d.C. Também é considerada a fase de maior prosperidade e expansão do império, na chamada dinastia Júlio-Claudiana.


O governo de Augusto e a pax romana

O imperador Otávio Augusto (também conhecido como César Augusto) governou os territórios romanos durante cerca de 40 anos, concentrando todos os poderes em suas mãos. As instituições republicanas de Roma continuaram existindo, mas o imperador tinha o poder de vetar leis, nomear os magistrados e comandar o exército.

A habilidade administrativa de Augusto inaugurou o período conhecido como pax romana (paz romana), que se estendeu até o final do século II. As guerras de conquista não foram interrompidas nesses anos, mas o principal objetivo dos imperadores romanos foi a proteção das fronteiras e a repressão das revoltas populares.

Uma complexa rede de estradas pavimentadas se expandiu pelo império para facilitar a circulação de correspondências, produtos e soldados. A Península Itálica, centro do império, enriqueceu ao receber mão de obra e matérias-primas das províncias e exportar para elas vinhos, azeite, cerâmicas, objetos de metal e outros artigos.

Os sucessores de Augusto, procurando associar a riqueza de Roma à sua própria imagem, embelezavam a cidade com praças, aquedutos e arcos do triunfo. Estes últimos eram monumentos construídos para celebrar uma vitória, geralmente militar, e homenagear o general que a comandou. 

Além disso, o Fórum, centro da vida pública romana, ganhou novos edifícios, e os mais antigos foram remodelados.


Os centros de lazer

Os imperadores romanos também se preocuparam em mandar construir diversas áreas de lazer para a população, como termas, circos e anfiteatros. As atividades realizadas nesses locais eram gratuitas, e na entrada era distribuído pão ao povo. Essa política, conhecida como “pão e circo” e que tem raízes na república romana, visava oferecer alimento e diversão às camadas populares a fim de acalmar seus ânimos e tentar diminuir as revoltas. 

Nos circos e anfiteatros, eram realizados diferentes espetáculos de entretenimento. Destacavam-se as corridas de quadrigas e as lutas de gladiadores, que eram geralmente escravos. Os patrícios patrocinavam os eventos, em busca de popularidade e ostentação de sua riqueza. Muitos plebeus e escravos preenchiam as plateias dos anfiteatros para torcer pelos lutadores.

O espetáculo se iniciava com o desfile dos gladiadores, que entravam na arena saudando o imperador; em seguida, travava-se o combate. A “luta boa” era a que se encerrava com a morte de um gladiador. Terminado o confronto, os escravos arrastavam os corpos com ganchos e trocavam a areia ensanguentada por areia limpa.

O maior local de espetáculos era o Anfiteatro Flaviano, mais conhecido como Coliseu, construído em Roma entre 72 e 80 d.C. As arquibancadas do edifício estavam divididas conforme a posição social do indivíduo: o primeiro andar era reservado ao imperador, aos senadores e aos cônsules; o segundo acomodava a aristocracia rural; restava para o povo as fileiras do alto. Havia, ainda, uma área exclusiva para mulheres, localizada no topo.


A romanização cultural

A cultura romana se estendeu por várias regiões. Em geral, o governante romano de cada província procurava organizá-la espelhando-se nas instituições, no ensino, na arquitetura e nas artes de Roma. Veja alguns exemplos.

Língua latina. Os romanos criaram escolas nas províncias para os filhos das elites locais, onde aprendiam latim, gramática, retórica, cálculo e política. O latim vulgar, falado pelos colonos e soldados nas províncias, misturou-se às línguas das populações dominadas, o que deu origem às línguas neolatinas: francês, português, espanhol, italiano etc.

Instituições romanas. Os governantes estabeleciam nas províncias instituições similares às romanas (magistrados, assembleias, Senado, exército, sistema de impostos, legislação), o que explica o fato de essas instituições terem se espalhado por todo o mundo ocidental.

Arquitetura. Inspirada nos modelos grego e etrusco, a arquitetura romana ficou famosa pela grandiosidade de seus templos, anfiteatros, aquedutos, pontes e estradas. Seu estilo expandiu-se pelos territórios conquistados e ainda hoje está presente em muitas construções do Ocidente.

Os povos conquistados, porém, não ficaram passivos à dominação cultural romana. Por meio da resistência e da negociação, eles mantiveram costumes da sua cultura, a exemplo do monoteísmo do povo judeu e do culto à corça dos iberos. E, quando incorporaram costumes e instituições romanos, fizeram à sua própria maneira, adaptando-os à realidade local.

Além disso, os romanos também absorveram elementos culturais dos povos dominados, como o culto às divindades gregas, que receberam novos nomes, e aos deuses egípcios Ísis e Osíris.


O calendário juliano

Você sabia que as palavras que usamos para nomear os dias da semana, os meses do ano e o próprio calendário são originárias do latim e da cultura romana antiga?

O calendário romano mais antigo foi elaborado ainda na época monárquica. Mas ele não era muito preciso, pois apresentava um descompasso com o ano solar, que tem como base o movimento de translação da Terra. Com o passar dos anos, essa diferença foi se acumulando. Assim, as datas dos festivais religiosos, as estações do ano, o início do plantio e da colheita, por exemplo, passaram a não coincidir mais com o calendário romano, causando uma grande confusão na vida cotidiana das pessoas.

Quando o general Júlio César se tornou ditador (século I a.C.), ele decidiu reformar o calendário. Para dirigir essa tarefa, César convidou o astrônomo Sosígenes, da cidade de Alexandria.

O calendário juliano entrou em vigor em 45 a.C. O ano passou a ter 365 dias e seis horas e foi dividido em 12 meses, com 31 e 30 dias intercalados, à exceção de fevereiro, que tinha 29 dias. Para o novo calendário coincidir com o ano solar, acrescentou-se, a cada quatro anos, um dia ao mês de fevereiro. Surgiu assim o ano bissexto.

Mais tarde, sob César Augusto, o oitavo mês foi renomeado de agosto em sua homenagem, e passou de 30 para 31 dias. O dia adicionado ao mês de agosto foi retirado de fevereiro, que passou a ter 28 dias.


Foto do quadro - Aula 01


Foto do quadro - Aula 02

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Inglaterra na liderança da economia europeia (inovações na agricultura e os ingleses no tráfico negreiro)

 A Inglaterra na liderança da economia mundial


O poderio da Inglaterra


As viagens marítimas europeias tiveram como resultado a conquista e a colonização do continente americano e a formação de uma rede de comércio que integrou diferentes regiões do planeta em um mercado mundial. A Inglaterra foi um dos reinos europeus que mais se beneficiaram da expansão comercial ocorrida com as viagens atlânticas.


No reinado de Elizabeth I, vimos que os ingleses conquistaram possessões na América e na África, que foram essenciais para a obtenção de matérias-primas e a expansão de seu mercado consumidor. As embarcações inglesas também atuavam no tráfico atlântico de escravizados, que ligava o continente africano à América, gerando lucros significativos para os comerciantes britânicos.


A economia inglesa também foi impulsionada pelos Atos de Navegação, aprovados no governo republicano de Oliver Cromwell, lei que fortaleceu a marinha mercante do país e ajudou a fazer da Inglaterra a maior potência naval do mundo. Além disso, a burguesia consolidou seu poder na política inglesa após as revoluções do século XVII, transformando seus interesses nos principais objetivos do governo inglês: a busca do lucro e o estímulo ao desenvolvimento econômico.


Inovações agrícolas


As transformações nas áreas rurais também impulsionaram o crescimento econômico da Inglaterra. A política dos cercamentos promoveu a expulsão dos camponeses das antigas terras comunais e a migração de grande parte deles para as cidades. Com isso, surgiu nos centros urbanos um grande contingente de mão de obra disponível e barata, que seria, futuramente, usada nas nascentes fábricas inglesas. 


Além disso, os novos proprietários das terras cercadas, visando produzir para um grande mercado, promoveram a modernização da agricultura inglesa. A difusão do sistema trienal de cultivos, por exemplo, permitiu disponibilizar mais alimentos para as ovelhas. Elas forneciam o adubo natural para manter a fertilidade do solo. Outras inovações foram o confinamento do gado, que resultou no aumento de peso do animal, e a aração profunda, que deixava o solo mais bem preparado para o cultivo. 


Essas mudanças possibilitaram o aumento da produção agrícola, necessário para alimentar uma população em constante crescimento, sobretudo nas cidades. Elas também contribuíram para que a Inglaterra conquistasse o comércio mundial, impulsionasse sua primitiva indústria de algodão e promovesse a mecanização da produção têxtil.


Ingleses no tráfico negreiro


A Inglaterra teve uma ampla participação no tráfico negreiro transatlântico, tendo atuado nele tanto de maneira direta como indireta. Além de transportar africanos escravizados em embarcações britânicas, a potência explorava trabalhadores escravizados em suas colônias americanas, abastecia traficantes de outros países com produtos utilizados no escambo de cativos na África e financiava expedições escravistas.


Até 1807, quando o Parlamento britânico proibiu o tráfico negreiro, os ingleses atuaram no tráfico atlântico de escravizados por meio do sistema triangular. Nesse esquema, comerciantes britânicos trocavam na África Ocidental produtos manufaturados, principalmente tecidos de algodão, por escravos. Depois, transportavam esses escravos para as colônias britânicas na América, sobretudo a Jamaica e o sul das treze colônias, onde eram comercializados.


Depois de 1807, a participação dos ingleses no tráfico negreiro continuou de forma indireta, mas não menos lucrativa. Eles se transformaram nos principais fornecedores de artigos industrializados para o escambo de escravizados na África. Armas de fogo e tecidos de algodão eram os artigos mais cobiçados. Casas comerciais britânicas estavam espalhadas pelos principais pontos de desembarque de escravos na América para facilitar as transações comerciais entre britânicos e traficantes europeus, estadunidenses e brasileiros.


Súditos britânicos também financiavam viagens de navios negreiros de outros países; ricos empresários tinham ações em companhias de mineração em Cuba e no Brasil que empregavam trabalhadores escravizados; companhias inglesas forneciam algemas, armas de fogo e pólvora utilizadas pelos traficantes nas arriscadas viagens escravistas pelo Atlântico. Documentos da época fazem referência às boas relações dos comerciantes britânicos com traficantes de escravizados do Rio de Janeiro e da Bahia. 


O amplo envolvimento do capital britânico no tráfico transatlântico era frequentemente denunciado por sociedades antiescravistas inglesas, que cobravam da Coroa e do Parlamento medidas efetivas para punir os envolvidos. Autoridades e traficantes dos Estados Unidos e do Brasil também se queixavam do governo britânico, que perseguia e capturava embarcações escravistas de outros países, mas tolerava a participação dos seus súditos no comércio de africanos escravizados. Os interesses econômicos ingleses pareciam se sobrepor às questões humanitárias.



quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Revoluções Inglesas do século XVII (Revolução Puritana e Revolução Gloriosa)

Revoluções Inglesas do século XVII 


Revoluções Inglesas (Revolução Puritana e Revolução Gloriosa)


A era da dinastia Tudor

A dinastia Tudor governou a Inglaterra do final do século XV até o início do século XVII. Nesse período, a Inglaterra passou por grande desenvolvimento econômico e transformações políticas. Mesmo com um Parlamento atuante, os reis dessa dinastia conseguiram fazer alianças e impor suas decisões a todas as camadas sociais e grupos religiosos do país. Com eles, a autoridade da Coroa ganhou força, e a Inglaterra tornou-se uma potência comercial e marítima.


Os principais governantes da dinastia Tudor foram Henrique VIII (1491-1547) e sua filha Elizabeth I (1533-1603). Henrique VIII assumiu o trono em 1509 e teve papel importante ao romper com a Igreja Católica. Em 1534, ele fez o Parlamento votar o Ato de Supremacia, que o proclamou chefe supremo da Igreja inglesa, conhecida como Igreja Anglicana. Os bens da Igreja Católica na Inglaterra foram confiscados pela Coroa e vendidos a nobres e burgueses do reino.


O governo da rainha Elizabeth I

Com a rainha Elizabeth I, o absolutismo inglês chegou ao auge. Seguindo os passos do pai, ela conseguiu fortalecer a autoridade real. Controlou a disputa política e religiosa entre católicos e protestantes, estabeleceu boas relações com o Parlamento e conseguiu fazer da Igreja Anglicana uma igreja nacional, o que reforçou a unidade do país.


Para superar as dificuldades econômicas em que a Inglaterra se encontrava, Elizabeth I também procurou desenvolver o comércio e a indústria naval. Seguindo a lógica da política mercantilista, ela estimulou a produção de manufaturas, com o objetivo de diminuir as exportações. Além disso, fez da navegação a base do forte crescimento econômico de seu reinado, por meio da conquista de colônias e da pirataria. 


Após derrotar a Invencível Armada espanhola, em 1588, a Inglaterra tornou-se a maior potência marítima do mundo. Assim, os ingleses conquistaram valiosas colônias ultramarinas na América e na África, das quais obtinham matérias-primas. Essas regiões também eram as principais consumidoras dos produtos manufaturados ingleses, principalmente tecidos.


A expansão marítima inglesa favoreceu a grande burguesia, que acumulou fortunas com a exploração comercial e a pirataria. Os grandes burgueses também foram beneficiados pela concessão de monopólios, que lhes dava o direito exclusivo de fabricar ou comercializar determinados produtos.


Foi também durante o governo de Elizabeth I que houve um expressivo crescimento populacional e o aumento das desigualdades entre ricos e pobres, com um número cada vez maior de soldados feridos, trabalhadores têxteis sem ocupação e lavradores sem-terra (veja o boxe da página seguinte). O aumento do preço dos alimentos e uma série de colheitas ruins provocaram fome entre os mais pobres. Diante desse quadro, entre 1572 e 1601 foram aprovadas leis e taxas com a finalidade de angariar fundos para socorrer a população miserável e fornecer materiais como ferro, lã e linho para que os desempregados pudessem trabalhar.


A prosperidade da Era Tudor

Os reis da dinastia Tudor conseguiram governar de forma absoluta graças à prosperidade econômica da Inglaterra. O desenvolvimento das manufaturas, a política mercantilista e a pirataria realizada sobre os navios estrangeiros enriqueceram mercadores, donos de manufaturas e prestadores de serviços. Esses burgueses ricos apoiavam a monarquia, que em troca os beneficiava com a concessão de monopólios comerciais geradores de altos lucros.


No período Tudor surgiu também uma camada de proprietários rurais conhecida como gentry. Oriundos da pequena nobreza, esses novos proprietários entraram em cena com a aquisição de terras confiscadas da Igreja Católica pelo rei Henrique VIII. Ao contrário da grande aristocracia de sangue, de origem feudal, a gentry tinha uma mentalidade capitalista, visando produzir para os mercados interno e externo. Com essa perspectiva, as terras dessa nova nobreza foram destinadas principalmente à criação de ovelhas, que forneceriam lã para as manufaturas de tecidos.


A grandeza econômica da Era Tudor foi favorecida ainda pela habilidade com que seus reis negociaram com o Parlamento. A monarquia inglesa não só deixou de ser alvo de ataques como também recebeu relativo apoio dessa instituição, que representava diferentes setores da sociedade inglesa.


A prática dos cercamentos

Na Inglaterra do século XVI, além das propriedades particulares, havia as chamadas terras comunais. Embora pertencessem a um senhor, essas terras eram utilizadas de maneira coletiva por pessoas mais pobres, que lá pastoreavam animais, pescavam e obtinham lenha.


A partir do século XVI, as terras comunais passaram a ser cercadas por particulares, interessados principalmente em ampliar a criação de ovelhas, que fornecia a matéria-prima essencial para o próspero comércio de tecidos. Propriedades desse tipo espalharam-se pelo território inglês a partir do século XVIII, quando o governo acelerou a política de cercamentos, como ficou conhecida essa prática. 


Os cercamentos causaram um forte impacto social no país. A maior parte dos camponeses, expulsos das terras, passou a vagar sem rumo pelas estradas e florestas ou migrou para as cidades em busca de trabalho. 


A dinastia Stuart

A morte da rainha Elizabeth I, em 1603, encerrou a dinastia Tudor. Sem herdeiros diretos, o trono inglês foi assumido por um primo da monarca, Jaime VI da Escócia. Membro da família Stuart, ele assumiu o trono da Inglaterra como Jaime I, iniciando assim uma nova dinastia.


Jaime I reinou de maneira absolutista, segundo a teoria francesa do direito divino dos reis, colocando-se como um representante de Deus. Durante seu governo, adotou medidas religiosas, econômicas e políticas que desagradaram boa parte da população e geraram diversas crises entre a Coroa e o Parlamento.


Os conflitos da Era Stuart

Os conflitos políticos e sociais que levariam à revolução na Inglaterra também tinham uma face religiosa. Em geral, os novos burgueses e os membros da gentry eram puritanos ou presbiterianos, que não tinham os benefícios dos monopólios reais concedidos aos anglicanos. Descontentes com os privilégios das companhias de comércio protegidas pela Coroa, os novos burgueses passaram a defender um governo menos autoritário e que interferisse menos na economia. 


O primeiro conflito importante enfrentado pelo rei Jaime I foi a chamada Conspiração da Pólvora, em 1605. Planejado por um grupo de católicos também descontentes com a distribuição de privilégios, o movimento tinha como objetivo provocar a morte do rei por meio da explosão de barris de pólvora escondidos embaixo do Parlamento. A conspiração foi descoberta e todos os envolvidos foram mortos.


Jaime I também enfrentou agitações e revoltas de camponeses que haviam perdido suas terras com os cercamentos e estavam famintos e sem trabalho. Além disso, o monarca criou atritos com o Parlamento ao tentar aumentar o valor dos impostos e criar novas taxas. 


A Revolução Puritana

Após a morte de Jaime I, em 1625, seu filho Carlos I assumiu o trono da Inglaterra. Ele restabeleceu a cobrança de impostos navais sobre as cidades costeiras e impôs aos presbiterianos da Escócia as regras da Igreja Anglicana. O autoritarismo do novo governante agravou os conflitos entre a Coroa e o Parlamento. 


Em 1642, o rei mandou invadir o Parlamento, provocando uma guerra civil no país. Do lado do rei estava a alta nobreza, católica e anglicana. Ao lado do Parlamento, se colocaram os pequenos proprietários de terra, a pequena nobreza rural (gentry), a nova burguesia mercantil e os donos de manufaturas, a maior parte presbiterianos. Eles eram apoiados ainda pelos grupos mais radicais, formados pelos setores excluídos da sociedade, que lutavam por democracia política, pela organização dos pobres em comunidades coletivas, pelo direito dos camponeses à terra e pela liberdade religiosa. 


Após sete anos de conflito, o exército do Parlamento, comandado pelo puritano Oliver Cromwell, prendeu, julgou e executou Carlos I. A vitória de Cromwell inaugurou a República Puritana. Ele eliminou taxações excessivas, sufocou revoltas internas e aprovou, em 1651, os Atos de Navegação, determinando que as mercadorias negociadas com a Inglaterra só poderiam ser transportadas em navios ingleses ou de países produtores. 


Inicialmente aclamado, Cromwell logo se tornou um ditador e passou a receber críticas até mesmo entre seus apoiadores puritanos. Após sua morte, em 1658, o caminho foi aberto para a restauração monárquica.


Um novo exército (New Model Army)

O exército liderado por Oliver Cromwell ficou conhecido como Exército de Novo Tipo, pois apresentava uma configuração distinta da do exército da Coroa: seus membros, voluntários, eram em sua maior parte pequenos e médios proprietários rurais e comerciantes. Além disso, os soldados eram promovidos de acordo com seus méritos pessoais, independentemente de sua origem, e tinham liberdade para discutir e refletir sobre suas ações.


A Revolução Gloriosa

Em 1660, com Carlos II, a dinastia Stuart voltou ao poder. Simpático à Igreja de Roma, o rei acabou com as leis que restringiam a atuação dos católicos. 


Jaime II, seu irmão e sucessor, tentou restaurar o poder do catolicismo na Inglaterra. As reações dos anglicanos e dos puritanos foram intensas. Em 1688, o Parlamento, apoiado por comerciantes, financistas e proprietários rurais, depôs Jaime II e colocou no trono sua filha Maria e o marido dela, o holandês Guilherme de Orange, ambos protestantes. Esse episódio ficou conhecido como Revolução Gloriosa. 


Em 1689, o poder do Parlamento foi consolidado pela Carta de Direitos (Bill of Rights). Leia a seguir um trecho do documento.


“Considerando que tendo Jaime II abdicado e estando o trono vacante, Sua Alteza, o Príncipe de Orange, ordenou a eleição de deputados para o Parlamento; estes agora reunidos como representantes totais e livres desta nação, declaram: 


01 - Que o pretenso poder de suspender as leis, ou a execução das leis, pela autoridade régia, sem o consentimento do Parlamento, é ilegal. […]

02 - Que o direito de cobrar impostos para o uso da Coroa, com o pretexto de privilégio, sem outorga do Parlamento, é ilegal.

03 - Que é direito dos súditos apelar para o Rei e que todos os obstáculos que lhe forem colocados são ilegais.

04 - Que o recrutamento e manutenção de um exército, em tempo de paz, é ilegal sem o consentimento do Parlamento. […]

05 - Que a eleição dos membros do Parlamento deve ser livre.

06 - Que a liberdade de palavra nos debates e atas do Parlamento não deve ser questionada em nenhuma corte ou lugar fora do Parlamento.”

Bill of Rights (1689). In: Coletânea de documentos históricos para o 1o grau: 5a a 8a séries. São Paulo: Secretaria de Educação/Cenp, 1980. p. 84.


As Revoluções Inglesas, em síntese, resultaram de uma aliança entre a burguesia urbana e a nobreza capitalista rural, a gentry, unidas em torno do Parlamento. Ao assumir o controle do Estado inglês, esses grupos eliminaram as restrições mercantilistas e as barreiras ao avanço dos cercamentos e criaram as condições para o desenvolvimento acelerado do capitalismo na Inglaterra, tanto no campo quanto nas cidades. 



Revoluções Inglesas - Mapa mental


Avaliação sobre esse assunto (Revoluções Inglesas)

https://forms.gle/5KbRHmDtbhEGCzFPA


Próxima aula - A Inglaterra na liderança da economia europeia

https://historiaecio.blogspot.com/2023/10/inglaterra-na-lideranca-da-economia.html

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Valores iluministas no mundo contemporâneo

Os valores iluministas no mundo contemporâneo 


Estado laico e organizado em três poderes

A organização política da maior parte dos países atuais mostra o alcance e a capacidade de sobrevivência do pensamento iluminista. Mesmo constantemente renovadas e adaptadas à realidade de cada país, as ideias iluministas forneceram as bases para a organização das democracias contemporâneas.

O Brasil é um bom exemplo. Segundo a Constituição de 1988, o Estado brasileiro está organizado em três poderes, autônomos e complementares: o Poder Executivo (exercido pelo presidente da república, auxiliado por seus ministros); o Poder Legislativo (exercido pelo Congresso Nacional) e o Poder Judiciário (composto pelo Supremo Tribunal Federal e outros órgãos). 


Como vimos, a separação do Estado em três poderes independentes tem origem na teoria de Montesquieu. Em sua obra O espírito das leis (1748), ele propôs um sistema de poder tripartite, em que cada poder, atuando de forma independente, conteria os abusos eventualmente cometidos pelos demais. 


Além de organizado em três poderes, o Brasil é, oficialmente, um Estado laico. Isso significa que, em tese, nenhuma religião deve interferir nas decisões do governo, dos parlamentares ou do judiciário no país. A Constituição brasileira também garante a liberdade de culto aos brasileiros e a obrigação do Estado de proteger as diferentes práticas religiosas no nosso território.


A separação entre Estado e religião e o princípio da liberdade religiosa também têm sua raiz na filosofia da ilustração. Para os iluministas, a razão e não a religião deveria orientar a vida em sociedade. Porém, toda pessoa deveria ser livre para professar sua crença religiosa. Ou seja, eles combatiam a interferência da Igreja na vida pública com o mesmo vigor com que defendiam a liberdade religiosa do indivíduo.


A educação iluminista no mundo atual

Espírito investigativo, elaboração de hipóteses, análise crítica e classificação fazem parte de um conjunto de habilidades necessárias para produzir um conhecimento científico. O desenvolvimento dessas habilidades é um dos principais objetivos das escolas atuais. Isso significa que o ensino praticado na maior parte do mundo tem como referência o método e as teorias científicas.

A defesa de um ensino ministrado em bases científicas, livre da interferência de crenças e dogmas religiosos, foi outra importante elaboração teórica dos iluministas. Segundo eles, a experimentação, a observação e a linguagem matemática deveriam ser aplicadas ao ensino, à política, à economia, ao direito, enfim, a todas as áreas do saber humano. 

Com um currículo orientado pela razão e pela ciência, o ensino, mantido pelo Estado, seria capaz de libertar o homem das superstições e de promover a equidade entre os indivíduos. Como estudamos, as ideias do marquês de Condorcet sintetizam o modelo de ensino defendido pelos iluministas: uma instrução em que a diferença de talentos supere a diferença de riqueza.


O relatório de Condorcet

O marquês de Condorcet, nomeado presidente do Comitê de Instrução Pública na primeira fase da grande revolução na França, apresentou seu projeto de educação à Assembleia Legislativa em abril de 1792. Conheça um trecho desse documento.

“Oferecer a todos os indivíduos da espécie humana os meios (condições) de prover suas necessidades, de assegurar seu bem-estar, de conhecer e de exercer todos os seus direitos, de entender e de cumprir seus deveres. Assegurar a cada um deles a facilidade de aperfeiçoar seu engenho (habilidade), de se tornar capaz das funções sociais às quais ele tem o direito de ser chamado, de desenvolver toda a extensão de talentos (capacidade) que ele recebeu da natureza; e assim estabelecer, entre os cidadãos, uma igualdade de fato, e tornar real a igualdade política reconhecida pela lei. 

Esse deve ser o primeiro objetivo de uma instrução nacional e, sob esse ponto de vista, ela é, para o poder público, um dever de justiça.” 

Rapport de Condorcet [Relatório de Condorcet – 1792]. Disponível em <http://mod.lk/tabhh>. Acesso em 9 jan. 2020.


Os passos do privilégio

Disponível em <http://mod.lk/mwlw2>. Acesso em 16 jul. 2020.

É comum ouvirmos falar que aqueles que mais se esforçam são os que, por mérito pessoal, serão bem-sucedidos no futuro. Mas será que todos têm acesso às mesmas oportunidades? Assista ao vídeo que discute essa questão.


O triunfo da razão e da ciência

Nos últimos séculos, desde a Revolução Industrial na Inglaterra, tecnologias como as da máquina a vapor, ferrovias, automóveis, aviões, antibióticos, vacinas, computadores, internet, drones, entre muitas outras, promoveram grandes transformações nos transportes, nas comunicações, na agricultura, na geração de energia, na qualidade de vida e em várias outras áreas. 

A tecnologia, contudo, não surgiu com a Revolução Industrial. Conhecimentos que resultam do aproveitamento de recursos naturais para facilitar a vida humana existem desde os tempos primitivos. Quando nossos ancestrais criaram instrumentos de pedra para abater animais, dominaram o fogo, domesticaram as primeiras plantas e animais, fabricaram os primeiros objetos de cerâmica ou inventaram a roda estavam desenvolvendo tecnologias para vencer as dificuldades diárias e conseguir sobreviver. 

Porém, foi apenas a partir do século XVIII, com a Revolução Industrial, que o desenvolvimento científico e tecnológico conquistou um lugar central nas pesquisas feitas em países do Ocidente. Como defendiam os iluministas, o conhecimento científico passou a ser utilizado para controlar a natureza a serviço do homem. Pensavam eles que a razão seria capaz de libertá-lo das superstições e das barreiras impostas pela natureza e de promover a felicidade de toda a espécie. 

De fato, quando olhamos à nossa volta, a capacidade humana de manipular a natureza por meio da ciência e da técnica parece não ter fim. O represamento da água dos rios para a construção de hidrelétricas; a aerodinâmica das asas de um avião, que lhe permite vencer a força da gravidade; antibióticos que combatem micro-organismos causadores de infecções; túneis ferroviários submersos ligando territórios separados pelo mar; e o uso do Sol e do vento como fonte geradora de energia são apenas alguns exemplos. As novidades tecnológicas nos surpreendem a cada dia.


O sentido e o preço do progresso

Iluministas como o marquês de Condorcet viam a história da humanidade como uma linha de progresso contínuo. Ela teria começado nos tempos primitivos, conhecido depois uma fase de aperfeiçoamento com os povos do Crescente Fértil, vivido o esplendor da cultura greco-romana, retrocedido na Idade Média e retomado o caminho do progresso na era da ilustração.

O desenvolvimento da ciência e da tecnologia estariam assim cumprindo seu papel histórico de guiar a humanidade pelo caminho da razão a um mundo evoluído, livre e equilibrado. Mais tarde, principalmente a partir do século XX, várias críticas foram feitas a essa visão triunfalista a respeito do potencial da razão e da crença no progresso. Vamos apresentar três delas.

Primeiro, historiadores e pesquisadores de outras disciplinas deixaram de ver a história como uma linha contínua que conduziria a humanidade ao mesmo ponto, a era das luzes. Para eles, a história humana é marcada por rupturas, mudanças, continuidades, idas e vindas. Revoluções, guerras, crescimento de grupos neonazistas na Europa, novidades tecnológicas convivendo com antigos inventos e tradições (internet e rádio, e-book e livro impresso, produção artesanal e produção industrial, entre outros exemplos) mostram que vários caminhos podem ser percorridos, e não há como determinar o que acontece ao longo de cada um deles.

A segunda crítica feita à ideia de progresso dos iluministas é o fato de ela ter como referência a história da Europa. Assim, ao adotar como modelo as conquistas científicas e tecnológicas dos países europeus, as sociedades tradicionais eram vistas como atrasadas ou selvagens. No pensamento iluminista europeu, a tradição oral, mítica e não científica dos povos indígenas da América ou das comunidades africanas era uma marca do seu atraso. Essas ideias, já defendidas pelos intelectuais do Renascimento, ganharam força a partir do iluminismo. 

A terceira crítica ao iluminismo está relacionada aos valores da sociedade industrial que ele ajudou a construir. Ao exaltar o poder da razão e da ciência de explorar a natureza em benefício do ser humano, o objetivo deixou de ser o conhecimento em si. O prazer em conhecer, conviver e aprender com a natureza perdeu sua importância. O que importava agora era conhecê-la e submetê-la aos interesses do progresso econômico e tecnológico. O ser humano, nessa visão, já não era parte da natureza, mas senhor dela.


Saberes tradicionais 

A ciência moderna é uma forma importante de conhecimento, porém não é a única. Desde os tempos mais antigos, diversas sociedades têm construído saberes observando e aprendendo com a natureza. Esse é o caso das comunidades indígenas no Brasil, que conhecem profundamente o ambiente onde vivem: espécies vegetais e animais, suas propriedades específicas, hábitat e ciclos de reprodução. Mas os indígenas e outros povos tradicionais não veem a natureza como um objeto que pode ser explorado e destruído em benefício do ser humano. Por essa razão, as atividades que eles praticam causam poucos impactos à natureza.

“Hoje em dia ninguém questiona o valor geral das intervenções no real propiciadas pela ciência moderna por meio de sua produtividade tecnológica. Mas isso não deve nos impedir de reconhecer intervenções propiciadas por outras formas de conhecimento. [...] há outros modos de intervenção no real que hoje nos são valiosos e para os quais a ciência moderna em nada contribuiu. É o caso, por exemplo, da preservação da biodiversidade possibilitada por formas de conhecimento camponesas e indígenas, que se encontram ameaçadas justamente pela crescente intervenção da ciência moderna. E não deveria nos impressionar a riqueza dos conhecimentos que lograram preservar modos de vida, universos simbólicos e informações vitais para a sobrevivência em ambientes hostis com base exclusivamente na tradição oral?”

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. São Paulo: Novos estudos Cebrap, 2007. Disponível em <http://mod.lk/chmlr>. Acesso em 9 jan. 2020.

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

domingo, 1 de outubro de 2023

República Velha (1889 - 1930) República de Espada (1889 - 1894) e República do Café com Leite (1894 - 1930)

A República Velha (1889-1930): Das Espadas ao Café com Leite O que é uma República?  República, do latim "res publica"...