sábado, 2 de setembro de 2023

Volta de D. João VI a Portugal ( motivos independência do Brasil)

A volta da família real portuguesa e a emancipação política do Brasil



Declaração de independência 


De que maneira a Revolução do Porto impulsionou a independência do Brasil?


A volta de D. João VI a Portugal


Com a vinda da família real para o Brasil, as tropas francesas assumiram o controle de Portugal. No entanto, o domínio da França teve curta duração. Em setembro de 1808, os franceses foram vencidos por uma coligação luso-britânica e expulsos do território. Um conselho chefiado pelo general inglês William Beresford assumiu o governo de Portugal, situação que causava grande insatisfação entre os portugueses.


Os mais descontentes eram os grupos mercantis, que se queixavam da insistência de D. João em permanecer no Brasil e dos prejuízos que a abertura dos portos brasileiros causou à economia portuguesa. Foi nesse contexto que eclodiu a Revolução Liberal de 1820 (ou Revolução do Porto). O movimento começou na cidade do Porto e depois se espalhou pelas cidades mais importantes do reino. Os rebeldes exigiam a volta do rei a Lisboa e uma Constituição liberal para o país.


No comando da situação, os revolucionários convocaram eleições para formar as Cortes, o Parlamento português. Lideradas por uma maioria de deputados portugueses, as Cortes aprovaram uma série de medidas que demonstravam a intenção de recolonizar o Brasil. Entre elas, estavam a restrição da liberdade administrativa e comercial do Brasil e o restabelecimento dos monopólios e privilégios portugueses.


As pressões das Cortes forçaram D. João VI a voltar para Portugal. Mas, para garantir a permanência da família no governo brasileiro, ele deixou seu filho, D. Pedro, como príncipe regente. Essa situação contribuiu para impulsionar a independência do Brasil.



Proclamação da independência


A maior parte da elite brasileira, formada principalmente por grandes proprietários de terra, apoiava a ideia de uma monarquia dual: D. João governaria Portugal e D. Pedro governaria o Brasil, desde que fossem mantidas as liberdades conquistadas a partir de 1808. Manter um monarca português no poder era também uma forma de evitar uma mobilização popular e escrava pela independência, como havia ocorrido no Haiti.


As pressões das Cortes em Lisboa, porém, criaram uma divisão nas elites brasileiras. Províncias do Norte e do Nordeste, onde havia uma forte presença portuguesa, estavam mais alinhadas com as Cortes e tendiam a defender a centralização do poder em Lisboa e não no Rio de Janeiro. O projeto de independência, em aliança com o príncipe, era defendido pelas elites paulista e fluminense do Centro-Sul.


Em 1821, as Cortes exigiram o retorno imediato de D. Pedro a Portugal. O príncipe, porém, anunciou, no dia 9 de janeiro de 1822, que permaneceria no Brasil, marcando o Dia do Fico.


Meses depois, em uma viagem a São Paulo, D. Pedro recebeu notícias de que as Cortes haviam reduzido o seu poder. Na carta, o ministro do Conselho de Estado, José Bonifácio de Andrada e Silva, insistia para que D. Pedro rompesse com Portugal. Assim, no dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro proclamou a independência do Brasil e, em outubro, foi aclamado imperador.


A independência do Brasil resultou de uma aliança política entre o príncipe D. Pedro e a aristocracia rural do Centro-Sul do Brasil. As elites se aproximaram de D. Pedro para evitar a participação popular na luta pela independência e garantir seus privilégios, que as Cortes ameaçavam retirar. Por isso, o Brasil que nasceu da independência era um país monárquico e escravista.



Encenação da proclamação da independência do Brasil na novela Novo Mundo, 2017


Os brasileiros do pós-independência.


Um país novo, porém a exclusão continuou a mesma. As classes populares continuaram discriminadas.


Durante o período colonial não havia um sentimento de identidade nacional entre os habitantes da América portuguesa. Os colonos se entendiam como portugueses, enquanto indígenas e africanos escravizados tinham suas próprias identidades étnicas. Com o passar do tempo, o vínculo com a terra se firmou e se desenvolveram as identidades regionais. A ideia do “Brasil” como um único grande país – abarcando todo o território português na América – só ganhou força a partir da permanência de D. João VI no Rio de Janeiro.


Nessa época, foram criadas as primeiras obras artísticas e literárias que buscavam enaltecer essa parte do Império Português, as quais, em sua maioria, ficaram a cargo de estrangeiros que viajaram para o Brasil e ajudaram a criar símbolos e imagens para o local. No mesmo período, também foram fundados os primeiros jornais dirigidos ao público brasileiro. 


A criação e a divulgação de imagens e ideais que buscavam pensar e valorizar o país foram incentivadas pelo rei para propagar entre as elites das diversas capitanias o orgulho de viver em uma terra promissora, com riquezas suficientes para se tornar um “poderoso império”. Com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815, a valorização do Brasil foi ainda mais acentuada.


Os líderes da independência eram admiradores dos artistas estrangeiros trazidos por D. João VI e liam avidamente os jornais locais. Essas imagens e textos ajudaram a criar na imaginação das elites a ideia de que todo esse imenso território formava uma só nação.


Ao proclamar a independência, D. Pedro I contou com aliados que tinham ideias diversas sobre como deveria ser a nova nação brasileira. Por exemplo, seu principal ministro, José Bonifácio de Andrada e Silva, pensava em realizar reformas que acabassem com o tráfico de escravizados e promovessem a integração dos indígenas.


Porém, o que predominou, no fim das contas, foram os interesses das elites, formadas por grandes fazendeiros e traficantes de escravizados. Seu ideal era o de uma civilização europeia na América. Vistos por essas elites como estrangeiros, inferiores ou mesmo como “inimigos internos”, indígenas e africanos não eram considerados integrantes da nação brasileira.



Batuque, gravura de Johann Moritz Rugendas, c. 1835. O alemão Rugendas também viajou pelo Brasil representando cenas cotidianas. Práticas como a que o artista mostrou nessa imagem não eram bem vistas pelas elites da época, que consideravam as expressões culturais dos escravizados vadiagem.


O IHGB e o Brasil das “três raças”


O principal marco do esforço do império na criação de imagens e textos sobre o Brasil foi a fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), em 1838, no Rio de Janeiro. Formado por membros da elite letrada e política, o instituto se inspirava nas agremiações iluministas que surgiam na Europa, apesar de estabelecer uma íntima relação com a monarquia. Sua missão era escrever, publicar e divulgar textos que tratavam da história e da geografia do país, de modo a criar e fortalecer em seus leitores o sentimento de pertencimento à nação brasileira.


A tarefa de pensar como se deveria conceber uma narrativa sobre a história do Brasil coube a um estrangeiro, o cientista e historiador alemão Carl Friedrich Philipp von Martius. Seu texto Como se deve escrever a história do Brasil, de 1844, foi o vencedor de um concurso promovido pelo IHGB em 1847 e serviu de base para outros autores que escreveram posteriormente sobre o tema.


Em um trecho da obra, ele afirma:

“O Brasil está afeto em muitos membros de sua população de ideias políticas imaturas. Ali vemos republicanos de todas as cores, ideólogos de todas as qualidades. É justamente entre estes que se acharão muitas pessoas que estudarão com interesse uma história de seu país natal; para eles, pois, deverá ser calculado o livro, para convencê-los [...] da necessidade de uma monarquia em um país onde há um tão grande número de escravos. Só agora principia o Brasil a sentir-se como um todo unido.”

MARTIUS, Carl Friedrich Philipp von. Como se deve escrever a história do Brasil [1844]. In: KHALED JR.; Salah H. Horizontes identitários: a construção da narrativa nacional brasileira pela historiografia do século XIX. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2010. p. 86.


A principal novidade trazida do livro de Von Martius foi a inclusão dos indígenas e dos africanos como personagens da história nacional. Porém, para o autor, apesar de o Brasil ser formado da miscigenação de “três raças” (branca, negra e indígena), era a cultura europeia que deveria prevalecer.


Bandeira do Império do Brasil, desenhada por Jean-Baptiste Debret, 1834-1839. As cores da primeira bandeira do Brasil remetiam ao regime monárquico, simbolizando as origens familiares de D. Pedro I (verde, da casa de Bragança) e de sua esposa, a imperatriz Leopoldina (amarelo, da casa de Habsburgo).


Aula 2024 - Início do processo de emancipação política no Brasil.




Aula 2023 - foto do quadro


Próxima aula

Primeiro reinado (Nem todos queriam a independência).

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sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Brasil e a crise do antigo sistema colonial

O Brasil e a crise do antigo sistema colonial 


A crise portuguesa se aprofunda


A situação de Portugal no contexto internacional do século XVIII era delicada. As monarquias ibéricas, pioneiras no processo de colonização da América, passaram a enfrentar a concorrência de potências em ascensão, como Holanda, França e Inglaterra. Portugal, por exemplo, sofria os efeitos da concorrência no comércio do açúcar e de africanos escravizados.


A rivalidade entre essas potências caracterizou todo o século XVIII, com destaque para a disputa entre França e Inglaterra. Enquanto os ingleses conquistavam vantagens no mundo ultramarino, os franceses exerciam influência sobre outras monarquias europeias, como a Espanha.


Enquanto foi possível, os reis lusos se mantiveram neutros diante desses conflitos. A fragilidade da economia portuguesa, no entanto, restringia a capacidade do governo português de resistir por muito tempo às pressões externas.


Assim, pressionados desde a metade do século XVII, os portugueses vinham se aproximando da Inglaterra e assinando tratados comerciais que beneficiavam a nação britânica.


A batalha da baía de Vigo, em 12 de outubro de 1702, pintura de Ludolf Bakhuysen representando o combate entre as esquadras anglo-holandesa e hispano-francesa durante a Guerra de Sucessão Espanhola.


Tentativas de superação da crise


A dependência da economia portuguesa se aprofundou com a assinatura do Tratado de Methuen, em 1703. O acordo estabelecia o fim de qualquer restrição à entrada de vinhos portugueses na Inglaterra e de tecidos ingleses em Portugal. Em outras palavras, o tratado abria o mercado português à entrada de tecidos ingleses e o mercado inglês à entrada de vinhos portugueses.

O Tratado de Methuen, no entanto, foi prejudicial para a economia portuguesa porque o volume de tecidos importados por Portugal era muito superior à quantidade de vinhos importada pela Inglaterra. O resultado dos vários tratados desiguais firmados entre os dois países foi o crescente déficit comercial do reino português.

A partir da segunda metade do século XVIII, com a progressiva queda na produção aurífera em Minas Gerais, a crise econômica portuguesa agravou-se mais ainda. Diante disso, algumas medidas foram tomadas visando gerar mais recursos para o reino e superar a crise. Essa tarefa ficou a cargo de Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, ministro de Estado da Guerra e dos Negócios Estrangeiros do rei D. José I.

A administração pombalina

Diante da fragilidade econômica de Portugal, a exploração de ouro na região das Minas Gerais e o aumento do controle do comércio colonial assumiram um papel estratégico.

Na visão de Pombal, o crescimento das indústrias, do comércio e da produção agrícola de Portugal decorreria da exploração da colônia, do aumento da arrecadação fiscal e do combate ao contrabando. Para isso, o ministro tomou várias medidas visando reforçar o controle sobre a colônia portuguesa na América. Veja algumas delas a seguir.

* Em 1751, foram criadas as Casas de Inspeção do Tabaco e do Açúcar para solucionar dificuldades na exportação desses produtos.

* Com a finalidade de reforçar o monopólio comercial português, foram criadas a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão (1755) e a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba (1759).

* Para consolidar o domínio português das fronteiras do norte e do sul da América portuguesa, Pombal propôs integrar os indígenas à sociedade colonial. Para isso, determinou a obrigatoriedade do uso da língua portuguesa, incentivou os casamentos entre colonos e nativos (1755) e proibiu que estes fossem escravizados (1758), medida que impulsionou o lucrativo tráfico de africanos escravizados.

Retrato de Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, pintura de autoria desconhecida, século XVIII.


Além disso, em 1759, com o intuito de reforçar a centralização político-administrativa, os jesuítas foram expulsos de Portugal e de todos os seus domínios coloniais. Dois anos depois, Pombal criou o Real Erário com as tarefas de garantir a cobrança do quinto na América portuguesa e combater a sonegação e o contrabando. Em 1763, transferiu a sede do governo do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, aproximando o centro político da colônia das áreas mineradoras.


As medidas pombalinas sobre a América portuguesa também visavam arrecadar recursos para cobrir os gastos com a reforma de Lisboa. Isso porque a capital metropolitana havia sido atingida por um grande terremoto, em 1755, que a destruiu quase por completo. O marquês de Pombal, defensor das ideias da Ilustração, encarregou-se de contratar engenheiros para reconstruir e remodelar a cidade.


As medidas pombalinas, contudo, não foram suficientes para impedir a crise do domínio colonial português na América, que expressava, mais que a fragilidade portuguesa, a falência do Antigo Regime. A independência dos Estados Unidos (1776), os interesses das indústrias inglesas em conquistar o mercado das colônias e a insatisfação das elites de algumas capitanias com a exploração colonial apontavam para o fim da dominação portuguesa no Brasil. As conjurações Mineira e Baiana, no fim do século XVIII, mostrariam que o colapso do mercantilismo e do antigo sistema colonial era um movimento que os reinos ibéricos já não conseguiam deter.


Ilustração do século XIX representando o terremoto que causou a destruição de grande parte de Lisboa em 1755.



Foto quadro - O Brasil e a crise do antigo sistema colonial.


Exercícios pontuados

01 - Como estava a situação de Portugal, no contexto internacional, ao longo do século XVIII?


02 - A rivalidade entre essas potências caracterizou todo o século XVIII, com destaque para a disputa entre França e Inglaterra. Fale um pouco sobre a rivalidade entre esses pois países:


03 -  Nesse contexto de rivalidade entre Inglaterra e França, qual foi a postura portuguesa?


04 - O que pregava o Tratado de Methuen de 1703?


05 - Por que o Tratado de Methuen (1703) foi prejudicial para Portugal?


06 - O que a progressiva queda na produção aurífera em Minas Gerais gerou para Portugal?


07 - Quem foi  Sebastião José de Carvalho e Melo (o marquês de Pombal? O que ele fez para tirar Portugal da crise?


08 - Para sair da crise, quais eram as principais metas do marquês de Pombal para fortalecer a economia portuguesa?


09 - O que era o Real Erário português? Qual era a sua principal função?


10 - As medidas pombalinas sobre a América portuguesa também visavam: 


11 - As medidas pombalinas sobre a América portuguesa deram certos? Justifique a sua resposta:


12 - Cite 03 fatores que apontam para o fim da dominação portuguesa no Brasil já no século XVIII:


Próxima aula

Conjuração Mineira

https://historiaecio.blogspot.com/2023/08/conjuracao-mineira.html

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Conjuração Baiana

 A Conjuração Baiana



Conjuração baiana


O que foi a Conjuração Baiana?


A Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates foi um movimento político popular ocorrido em Salvador, Bahia, em 1798.

É também conhecida como "Conspiração dos Búzios" ou "Revolta dos Alfaiates", por ter como principais líderes os alfaiates João de Deus e Manuel Faustino dos Santos Lira.


Composição:


A Conjuração Baiana foi composta, em sua maioria, por escravizados, negros livres, brancos pobres e mestiços, que exerciam as mais diferentes profissões, como sapateiros, pedreiros, soldados, etc.



Principais líderes 

Seus objetivos:


Tinha como objetivos separar a Bahia de Portugal, abolir a escravatura e atender às reivindicações das camadas pobres da população.

Influenciada por:

Influenciada pela Revolução Francesa e pela Revolução Haitiana, a Conjuração Baiana foi fortemente reprimida. Seus membros foram presos e, em 1799, os líderes do movimento foram condenados à morte ou ao degredo.

Contexto:

As revoltas dos colonos também atingiram outras regiões do Brasil, como Salvador, na Bahia. Em fins do século XVIII, o aumento dos preços do açúcar no mercado internacional, provocado principalmente pelas guerras de independência no Haiti, estimulou muitos proprietários da Bahia a ampliar o cultivo de cana e a reduzir as plantações de gêneros alimentícios. Como resultado, o preço dos alimentos subiu e grande parte da população começou a enfrentar a fome.


A escassez de alimentos criou um ambiente propício para a revolta, que ficou conhecida como Conjuração dos Alfaiates. A presença das ideias iluministas e as notícias sobre a Revolução Francesa e a independência do Haiti, divulgadas em Salvador principalmente pela Sociedade Maçônica Cavaleiros da Luz, também contribuíram para impulsionar o movimento.


A Conjuração Baiana teve caráter popular e forte conteúdo de oposição à elite econômica e social. A revolta reuniu pequenos comerciantes, soldados, artesãos, alfaiates, negros libertos, mulatos e escravos, além de alguns homens brancos mais abastados.


O primeiro ato da conjuração ocorreu no dia 12 de agosto de 1798, quando alguns locais públicos de Salvador amanheceram cobertos de cartazes chamando o povo à revolução. Vários deles atacavam a administração portuguesa, reivindicavam melhores remunerações aos soldados e denunciavam a corrupção das autoridades.


“O poderoso e magnífico povo bahiense republicano desta cidade da Bahia Republicana considerando nos muitos e repetidos latrocínios feitos com os títulos de imposturas, tributos e direitos que são celebrados por ordem da Rainha de Lisboa, e no que respeita a inutilidade da escravidão do mesmo povo tão sagrado e digno de ser livre, com respeito à liberdade e à igualdade ordena, manda e quer que para o futuro seja feita nesta cidade e seu termo a sua revolução para que seja exterminado para sempre o péssimo jugo ruinável da Europa [...]. O povo será livre do despotismo do rei tirano, ficando cada um sujeito às leis do novo código e reforma de formulário [...].”


A luta pela liberdade


Conheça a seguir as principais reivindicações dos conjurados baianos.

*O fim do domínio português na Bahia.

*A proclamação da república.

*A liberdade de comércio.

*O fim da escravidão.

*O fim das diferenças raciais.


O movimento, porém, foi rapidamente contido. Com a ajuda de delatores, alguns deles membros da elite baiana que participaram da conspiração, as investigações levaram os principais envolvidos à prisão.


A condenação recaiu apenas sobre os negros e os mulatos, que foram punidos com rigor. Os soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas do Amorin e os alfaiates João de Deus e Manuel Faustino foram condenados à morte e executados na forca em 1799.


Assim como ocorreu na Conjuração Mineira, os condenados tiveram os corpos esquartejados e expostos em locais públicos.



Página da HQ Revolta dos Búzios, de Maurício Pestana, publicada em 2014, que conta a história da Conjuração Baiana.



Foto quadro - Conjuração baiana



Exercício pontuado

01 - O que foi a Conjuração Baiana?

02 - Em relação aos níveis sociais, como a Conjuração Baiana era composta?

03 - Quais eram os objetivos da Conjuração Baiana?

04 - A Revolta dos Alfaiates  teve influência de quais fatos históricos? Mencione pelos menos 03 influências:

05 - Como a Conjuração Baiana foi finalizada? O que aconteceu com os participantes?

06 - Por que o aumento do preço do açúcar e a fome serviram de estopim para o início da Revolta dos Alfaiates?

07 - Como a Sociedade Maçônica Cavaleiros da Luz contribui para a Conjuração Baiana?

08 - Quais eram os principais alvos dos ataques da Conjuração Baiana?

09 - Quais eram as principais reivindicações dos conjurados baianos.

10 - Por que o movimento foi rapidamente contido?

11 - Na Conjuração Baiana, quem foi punido? O que aconteceu com essas pessoas?


Próxima aula

A vinda da família real para o Brasil

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Trabalho escravo e trabalho servil

Trabalho escravo e trabalho servil

Formas de trabalho compulsório

A maior parte das sociedades contemporâneas reconhece que todos os indivíduos são livres, têm o direito de aceitar ou recusar um trabalho, de circular livremente e de escolher uma profissão com certo grau de autonomia. Entretanto, a conquista legal desses direitos é muito recente na história, tem menos de cem anos.

No 6o ano você estudou dois regimes de trabalho compulsório, ou seja, que privam o trabalhador da liberdade de escolher o tipo de trabalho que deseja exercer e de abandoná-lo: a escravidão, amplamente praticada em Atenas e na Roma antigas, e a servidão, que predominava em Esparta e na Europa medieval. Qual é a diferença entre essas duas formas de trabalho compulsório?


Ilustração do século XIX que mostra prisioneiros ibéricos sendo vendidos como escravos para representantes do Império Romano.

O trabalho escravo

O escravo, por definição, é aquele que perdeu a liberdade ou que já nasceu sem ela. Ele não é livre para escolher seu trabalho, deslocar-se livremente e decidir sobre sua vida. Não é dono da sua pessoa. Logicamente, a condição do escravo variou de uma sociedade para outra e mesmo em uma mesma sociedade, dependendo deste ou daquele senhor. Mas, a rigor, a escravidão é o extremo da violência contra um indivíduo, pois retira dele a soberania sobre sua própria vida. Assim, por não se tratar de uma condição natural, preferimos usar o termo escravizado, mais adequado para indicar que a pessoa foi submetida a essa situação.

Além de não ser livre, o indivíduo escravizado é uma propriedade do senhor, pode ser utilizado na agricultura, nas minas, nos serviços domésticos, além de ser trocado, vendido ou alugado. Em Atenas, até as reformas ocorridas no século VI a.C., os escravizados eram pessoas empobrecidas que não conseguiam quitar suas dívidas. Depois que essa prática foi proibida, os escravizados passaram a ser estrangeiros capturados em guerras de conquista.

Em Roma e em praticamente todo o mundo antigo, o critério para a escravização de uma pessoa não era a cor ou a etnia. Como a escravidão era imposta aos estrangeiros capturados em guerras, os escravizados poderiam ser oriundos da Europa, da África ou da Ásia. 

A servidão na Europa medieval
Embora tenha havido escravizados na Europa durante a Idade Média, nesse período predominou uma outra forma de trabalho compulsório: o trabalho servil, que variou de acordo com o local e a época.

Em geral, o servo medieval estava preso à terra para o resto da vida, arcava com todo o trabalho na propriedade senhorial e estava sujeito ao pagamento de vários impostos. Ele estava sob a autoridade do senhor, a quem devia obediência e lealdade.

Diferentemente da escravidão antiga e da escravidão moderna, os servos da Europa medieval não eram propriedades do senhor. Eles não podiam ser vendidos, tinham direito a uma parte da terra do senhorio e, juridicamente, sua condição não era de objeto ou de mero instrumento de trabalho.

Tal como acontecia com os escravizados, os servos não estavam submetidos às mesmas condições de trabalho. Os “servos dos domínios” trabalhavam todo o tempo nos campos do senhor e não só nos dias destinados à corveia. Já os camponeses muito pobres, chamados “fronteiriços”, tinham apenas pequenos arrendamentos de terra nas proximidades das aldeias. Em uma condição mais precária viviam os “aldeões”, que trabalhavam por contrato para os senhores em troca de comida.

A seguir, vamos mostrar que a escravidão, pouco praticada na Europa medieval, dominará a cena das terras ligadas pelo Atlântico a partir das viagens marítimas portuguesas.


Cenas de calendário do século XV que representam os trabalhos realizados pelos camponeses nos meses de junho, julho e agosto, respectivamente.

O tráfico negreiro e a escravidão moderna

Quando os portugueses fizeram as primeiras incursões na África, a escravidão era uma prática comum nos reinos africanos, ainda que a venda de escravizados não fosse a atividade econômica central. Em geral, os cativos eram prisioneiros de guerra, pessoas que cometiam crimes ou que não conseguiam pagar suas dívidas. Muitos escravizados trabalhavam com os filhos do senhor, frequentavam sua casa e podiam, com o tempo, adquirir propriedades.

A venda de escravizados passou a ser uma atividade comercial lucrativa e intercontinental a partir do final do século XV e o início do século XVI, com a chegada dos europeus à África e a criação de feitorias na costa africana. Em troca de produtos como armas, fumo e pólvora, os chefes africanos forneciam seus cativos para traficantes europeus, árabes e turcos. Com o tempo, comerciantes das colônias americanas também entraram no negócio.

Os africanos escravizados eram transportados, nos navios negreiros, para as colônias americanas, onde seriam comercializados. O cativo, assim, gerava um lucro dobrado: ao ser vendido pelos traficantes e ao trabalhar nas lavouras e nas minas das colônias americanas. Dessa forma, com a colaboração dos líderes nativos, os europeus transformaram o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas em um dos negócios mais rentáveis da época moderna.

Por isso, não é exagero dizer que a expansão portuguesa transformou o mundo. Ela significou o primeiro passo para a chegada dos europeus à América e iniciou o que chamamos de escravidão moderna. Qual é a diferença entre essa nova escravidão e a escravidão antiga? Primeiro, na era moderna, houve uma “racialização” da escravidão. Os indivíduos escravizados pertenciam a um grupo específico, composto de povos negros que habitavam o território africano ao sul do Deserto do Saara.


Pessoas escravizadas partindo para a colheita de café em fazenda do Vale do Paraíba do Sul. Foto de Marc Ferrez, c. 1885.

Os portugueses não foram os primeiros a defender o critério de cor para a escravização de pessoas. O comércio muçulmano de escravizados negros já era praticado no norte da África vários séculos antes de os primeiros navegadores portugueses aportarem na costa africana. Os muçulmanos seguiam os ensinamentos de Maomé, que permitiam a escravização de estrangeiros que não seguissem a fé islâmica.

A escravização islâmica de povos negros nunca teve, no entanto, a abrangência e a importância econômica que teria a escravidão moderna, praticada pelo mundo cristão, tanto da Europa quanto das colônias americanas. Essa é a segunda grande diferença entre a escravidão antiga e a moderna. A quantidade de pessoas escravizadas, a vasta extensão do território por onde a escravidão se espalhou e os lucros gerados por essa prática eram inéditos na história da escravidão.


Representação de europeus negociando pessoas escravizadas na África. Pintura de George Morland, 1788.


 Foto quadro - Trabalho escravo e trabalho servil.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Conjuração Mineira

A Conjuração Mineira


Bandeira da Inconfidência Mineira com as cores da Revolução Francesa e um índio rompendo grilhões.


O que foi a Conjuração Mineira?


A Inconfidência Mineira ou Conjuração Mineira foi um movimento de caráter separatista que ocorreu na então capitania de Minas Gerais, em 1789.


Qual foi o seu objetivo?


O objetivo era proclamar uma República independente, criar uma universidade e abolir dívidas junto à Fazenda Real.


Contexto


A exploração aurífera em Minas Gerais havia gerado uma rica elite urbana, formada em grande parte por contratadores, homens de prestígio que recebiam da Coroa o direito de cobrar os impostos da população mineira. Entretanto, com o progressivo esgotamento das minas a partir dos anos 1760, os contratadores se viram em grandes dificuldades.

A queda na produção aurífera levou à redução dos tributos recolhidos pelos contratadores e, consequentemente, à diminuição da parte destinada aos cofres da Coroa. No início de 1789, as dívidas dos contratadores com a Coroa somavam 1 milhão de réis.

Em 1788, chegou à região das Minas Gerais o novo governador da capitania, Luís Antônio de Castro do Rio de Mendonça, o visconde de Barbacena. Sua tarefa era cumprir a lei da derrama, que obrigava o pagamento de 100 arrobas de ouro anuais para a Coroa portuguesa.


Charge de Eduardo Medeiros satirizando o anúncio da derrama, cobrança compulsória dos impostos devidos pelos colonos da capitania de Minas Gerais, 2014.

Quando foi anunciado que a cobrança dos impostos atrasados seria feita em 1789, acompanhada de uma ampla investigação sobre o contrabando na região, destacados membros da elite econômica e intelectual de Minas Gerais passaram a se reunir em Vila Rica e a planejar um movimento contra o domínio colonial, que ficou conhecido como Conjuração Mineira.

Entre os conspiradores estavam os padres José Rolim e Carlos Toledo e Melo; contratadores endividados, como João Rodrigues de Macedo, Joaquim Silvério dos Reis e Domingos de Abreu Vieira; os poetas Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa; e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes por também exercer funções de dentista.


Bandeira da Inconfidência - 1789: Os Inconfidentes. Carlos Oswald, c.1939. Academia de Polícia Militar (MG)

Os conjurados, em sua maioria, tinham frequentado as universidades europeias, onde entraram em contato com as obras de pensadores iluministas e seus ideais de liberdade e igualdade. Essas convicções, somadas ao exemplo da luta pela independência dos Estados Unidos (1776), influenciaram essa elite econômica e intelectual de Minas Gerais a definir os objetivos da conjuração, como veremos a seguir.


Moeda comemorativa do bicentenário da Conjuração Mineira. No Brasil republicano, a figura de Tiradentes foi alçada à condição de herói que se rebelou contra a monarquia.

A sedição que não se concretizou

O plano dos conspiradores era proclamar uma república em Minas Gerais, esperando obter apoio de São Paulo e do Rio de Janeiro. Alguns deles eram contrários à escravidão, mas a maioria defendia sua continuidade por serem donos de escravos.

Os conjurados também propunham o perdão de todas as dívidas com a Fazenda Real; a liberação do Distrito Diamantino para todos os mineiros; o incentivo à instalação de manufaturas na capitania; e a fundação de uma universidade em Vila Rica.

Em reuniões na casa do tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, os conjurados decidiram que o levante deveria ocorrer no dia da execução da derrama. Porém, em março de 1789, Joaquim Silvério dos Reis, um dos contratadores mais endividados, delatou os companheiros em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa. Com isso, todos os revoltosos foram presos e enviados para o Rio de Janeiro. O movimento, portanto, não chegou a se realizar.

Do total de 34 conspiradores, 11 foram condenados à morte. Dez deles, porém, tiveram suas penas substituídas pelo exílio perpétuo na África. Somente Tiradentes foi executado em uma cerimônia pública no Rio de Janeiro. Em 21 de abril de 1792, o alferes foi enforcado, e seu corpo, esquartejado. Seus restos mortais foram expostos em postes das cidades mineiras. O ritual tinha força simbólica: mostrar à população o destino de quem se rebelava contra a Coroa.


Em 21 de abril de 1792, o alferes foi enforcado, e seu corpo, esquartejado.



O quadro ‘Tiradentes esquartejado’ (1893), de Pedro Américo (1843–1905)!
Fonte da foto anexa: Profa. Joelza Ester Domingues.


Detalhe de Tiradentes, painel de Candido Portinari, 1948-1949. O painel foi produzido na fase da pintura histórica de Portinari, a partir de 1947, quando o artista deixou de lado a temática social de obras anteriores para retratar episódios e personagens da história do Brasil.


Outras inconfidências

Você sabia que, antes da Conjuração Mineira, houve outras revoltas na região das Minas? As primeiras delas ocorreram em Curvelo (1760-1763), Mariana (1768) e Sabará (1775). O objetivo dessas revoltas, porém, não era romper com Portugal, mas mostrar a insatisfação dos colonos com a expulsão dos jesuítas dos domínios portugueses e com outras medidas tomadas por Pombal. Mesmo assim, essas revoltas já expressavam o desgaste da Coroa portuguesa na América.



 
Foto quadro aula Conjuração Mineira


Exercício pontuado

01 - O que foi a Conjuração Mineira?

02 - Sobre a Conjuração Baiana, qual foi o seu objetivo?

03 - Como a exploração aurífera em Minas Gerais gerou riqueza para a elite local?

04 - O que o progressivo esgotamento das minas prejudicou aos contratadores?

05 - Como a queda na produção aurífera prejudicou a Coroa portuguesa?

06 - O que foi a lei da derrama? O que ela previa?

07 - Por que destacados membros da elite econômica e intelectual de Minas Gerais passaram a se reunir em Vila Rica e a planejar um movimento contra o domínio colonial?

08 - Informe o nome de alguns os conspiradores:

09 - Os conjurados, em sua maioria eram:

10 - Além dos ideais iluministas, mencione mais uma influência externa sobre a Inconfidência Mineira:

11 - O que a Conjuração Mineira defendia?

12 - Por que a Conjuração Mineira não deu certo?

13 - Como a Conjuração Mineira chegou ao fim?



Próxima aula

Conjuração Baiana

domingo, 27 de agosto de 2023

Mapão Revolução Cubana

Mapão Revolução Cubana

Mapão (edital de avaliação / orientações para o estudo otimizado) Revolução Cubana


Revolução Cubana 1959

O que foi a Revolução Cubana?

* Contexto antes da Revolução Cubana

- Economia

- Política

- Sociedade

* Como era a participação e os interesses dos EUA na independência de Cuba frente ao colonialismo espanhol?

* O que foi a Emenda Platt?

*  Quem foi Fulgêncio Batista?

* Por que existia insatisfeito com a influência estrangeira no país e com o governo ditatorial de Fulgêncio Batista?

* Qual foi o principal movimento de luta contra a influência estrangeira em Cuba e contra o governo ditatorial de Fulgêncio Batista?

* O que é uma ditadura? Mencione características:

* Quem foi Fidel Castro? Qual foi a sua participação na Revolução Cubana?

* Os revolucionários não pretendiam derrubar o capitalismo na ilha, mas garantir a soberania nacional e realizar reformas para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do país. Quem foi Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido como Che Guevara?

* Como se deu, como ocorreu a Revolução Cubana?

* O que é o foquismo?

* Informe três pretensões do movimento liderado por Fidel Castro:

*  O primeiro ato ocorreu em 1953 na tentativa de derrubar o governo de Fulgêncio, como esse se deu? Quais foram os resultados?

* O primeiro ato para derrubar o governo de Batista foi violentamente reprimido, com muitos mortos e líderes presos. Isso não fez com que a luta terminasse. Já liberto e exilado no México, o que fez Fidel Castro?

* Dentro do contexto histórico da Revolução Cubana, o que aconteceu no dia 1º de janeiro de 1959?

* Inicialmente, Fidel Castro optou por qual projeto político de governo?

*  Fidel Castro optou por um projeto socialista que não estava alinhado com a política soviética, visando implementar um governo que: Cite alguns desejos do novo governo cubano:

*  Para atender os anseios populares relacionados à melhor distribuição de terras e de renda, mencione algumas ações do governo de Fidel Castro neste sentido (diminuir a desigualdade):

* Os contornos que Cuba ia traçando, mesmo sem estar alinhada à União Soviética, ameaçavam os interesses dos Estados Unidos na América Latina. Por isso, eles não tardaram a reagir. Apresente algumas reações do governo estadunidense em relação ao novo governo de Cuba:

* Em abril de 1961, com o objetivo de derrubar o governo revolucionário de Fidel Castro, o governo de Washington e os cubanos anticastristas exilados nos Estados Unidos tentaram invadir a Baía dos Porcos, no sul de Cuba. Como esse plano terminou?

* A fracassada tentativa de invasão levou Cuba a estabelecer uma aliança com o regime de Moscou, que se concretizou, em 1962, com a adoção do socialismo no país e a instalação de mísseis soviéticos na ilha caribenha. Qual fato histórico fez Cuba se alinhar a URSS no contexto da Guerra Fria?

* Qual foi a reação dos EUA em relação a instalação de mísseis soviéticos na ilha caribenha? Essa reação é justificável?

* O que foi a Crise dos Mísseis?

* Como a Crise dos Mísseis terminou?

* O que é um bloqueio econômico e político?

* Quais foram os impactos do bloqueio econômico, político e naval imposto a Cuba pelos EUA?

* Isolada pelo embargo dos Estados Unidos, o que o governo cubano fez para não colapsar? 

* No contexto da Guerra Fria e da relação Cuba x URSS, qual era a importância do açúcar cubano e do petróleo soviético?

* A economia cubana sofreu os danos do bloqueio econômico dos Estados Unidos, que já dura mais de 55 anos. O embargo proíbe a realização de empréstimos, investimentos e relações comerciais com o país inimigo, além de punir com sanções econômicas empresas estrangeiras que negociem com Cuba. Por que mesmo com o fim da Guerra Fria, esse bloqueio permanece até hoje?

* Informe algumas ações dos EUA em relação a aproximação de Cuba à URSS:

* Sob a supervisão da ONU, os soviéticos concordaram em retirar os mísseis de Cuba, com a condição de que os Estados Unidos retirassem da Turquia os armamentos nucleares que haviam sido posicionados na direção da União Soviética anos antes, em 1959. O presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, também se comprometeu afirmando que o país não faria novas tentativas de invasão do território cubano. O que era o “telefone vermelho”?

* Até hoje, Cuba é o país latino-americano com melhor Índice de Desenvolvimento Humano. Cite algumas ações de Cuba Socialista em relação ao amplo acesso dos principais serviços públicos aos cubanos:

* O regime socialista adotado em Cuba universalizou o ensino, reduziu a mortalidade infantil e o desemprego. O acesso à moradia e à saúde pública foi facilitado. Como isso era antes da Revolução Cubana?

* Isolada pelo embargo dos Estados Unidos, Cuba aproximou-se da União Soviética, que se tornou a principal parceira comercial do país. Até o final da década de 1980, a venda do açúcar cubano para os soviéticos, em troca de petróleo, era responsável por cerca de 85% do comércio exterior da ilha caribenha. O que aconteceu com Cuba após o fim da URSS?


Link do material de aula

https://historiaecio.blogspot.com/2022/12/revolucao-cubana.html

República Velha (1889 - 1930) República de Espada (1889 - 1894) e República do Café com Leite (1894 - 1930)

A República Velha (1889-1930): Das Espadas ao Café com Leite O que é uma República?  República, do latim "res publica"...