Cultura nacional nos anos 1930 - A Cultura brasileira nos primeiro anos da Era Vargas.
Para contextualizar, a década de 1930 no Brasil aconteceu ao longo da Era Vargas (1930- 1945). Era Vargas é o período da História do Brasil entre 1930 e 1945, quando Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos e de forma contínua e não democrática. Compreende o Governo Provisório, o Governo Constitucional e o Estado Novo.
Para ampliar o seu domínio e impor os seus desejos, Getúlio Vargas tentou se apropriar da cultura brasileira (impondo a sua visão de mundo ou interesses e até mesmo censurando aqueles que pensavam e agiam diferentes).
O governo tinha o desejo de controlar e manipular a sociedade. A cultura e a arte poderia ser um dos instrumentos de controle utilizado pelo governo de Vargas. O rádio, o Departamento de Imprensa e Propaganda, a censura e outros exemplos podem ser vistos como esses instrumentos de controle.
Muito intelectuais sérios e comprometidos tentavam analisar a realidade em que o nosso país se encontrava.
Definição de cultura
A partir da década de 1930, surgiram no campo cultural muitas obras que buscavam analisar a realidade nacional. Foram publicados estudos como Casa-grande & Senzala, de Gilberto Freyre (1900-1987), e Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), que trouxeram uma nova visão histórica, política e social do país. Obras como O escândalo do petróleo, de Monteiro Lobato (1882-1948), além de músicas e poesias, representavam a maneira como escritores, compositores e intelectuais enxergavam a época.
Sérgio Buarque de Holanda
Monteiro Lobato
Apesar da censura impostas a várias obras, Getúlio Vargas praticava uma política conciliadora que, de certa forma, incentivava a produção cultural de teor nacionalista (nacionalista não critica ao governo). Isso não impediu, porém, que houvesse atritos entre os intelectuais mais críticos e o regime varguista.
Muitos intelectuais eram engajados politicamente. O escritor Graciliano Ramos (1892-1953), acusado de ter ligações com o Partido Comunista (PCB), foi preso pela polícia de Vargas. Na prisão, escreveu o livro Memorias do cárcere, em que descreve as torturas e humilhações sofridas por pessoas que se opunham à ditadura do Estado Novo (1937-1945). Nessa fotografia (acima), Graciliano Ramos (à direita) em encontro com Luís Carlos Prestes (à esquerda).
03 de agosto - Dia de comemoração do fim da censura no país. Será que a censura acabou?
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