sábado, 24 de dezembro de 2022

Criação do Estado de Israel

A criação do Estado de Israel


Antes de tudo, clique nos links abaixo e veja os vídeos.

https://youtu.be/HIxM0bjCsfQ?si=w7FFmHkJUxfD7xaJ


https://youtu.be/iEpwgDez1DY?si=AgxHcapsdy_x-Vh8


Durante a Segunda Guerra Mundial, o nazismo alemão perseguiu e matou milhões de judeus. Pessoas do mundo inteiro tomaram conhecimento do Holocausto, reforçando a pressão pela criação de um Estado nacional judaico. Entretanto, naquele momento, a população árabe era majoritária na Palestina (ver Questão Palestina): menos de um terço dos habitantes eram judeus.

Coube à recém-criada ONU buscar uma solução para o impasse. Na partilha proposta pelo organismo em 1947, a Palestina foi dividida em dois Estados, e mais da metade do território foi destinada ao futuro Estado de Israel. A Liga Árabe recusou a proposta e defendeu um Estado único, alegando que a divisão contrariava os anseios da maioria da população. Já os sionistas, apoiados tanto pelos estadunidenses quanto pelos soviéticos, aceitaram-na, uma vez que ela reconhecia a formação de um Estado judeu no território em disputa.


Bandeira Estado de Israel

A Liga Árabe, nome corrente para a Liga de Estados Árabes é uma organização de estados árabes fundada em 1945 no Cairo, capital do Egito, por sete países, com o objetivo de reforçar e coordenar os laços econômicos, sociais, políticos e culturais entre os seus membros, assim como mediar disputas entre estes.

Liga Árabe

A recusa dos países árabes deu origem à primeira Guerra Árabe-Israelense (1948-1949). Os israelenses saíram vitoriosos e ampliaram o território originalmente estabelecido pela ONU. Em contrapartida, a presença e as propriedades palestinas foram drasticamente reduzidas. Milhares de palestinos emigraram para outros países árabes, dando origem à diáspora palestina. 

Guerra Árabe-Israelense (1948-1949).

Em 1964, foi criada a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), um movimento de cunho nacionalista que, originalmente, tinha os objetivos de criar um Estado palestino e destruir o Estado de Israel, já que este não tinha cumprido o acordo da ONU de 1947.

Organização para a Libertação da Palestina (OLP)

A expansão israelense sobre as terras palestinas, porém, foi novamente ampliada na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Israel anexou as colinas de Golan, pertencentes à Síria; a Cisjordânia, que integrava a Jordânia; a Península do Sinai, pertencente ao Egito; além de ocupar a parte oriental de Jerusalém. 

Guerra dos Seis Dias

 Territórios israelenses e palestinos (1947-2012) 

Fontes: FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 103; FERREIRA, Graça M. L. Moderno atlas geográfico. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2016. p. 51.

Faixa de Gaza

A Faixa de Gaza é um território palestino que corresponde a uma pequena faixa de terra que faz fronteira com o Egito e com Israel (veja no mapa). Desde 2007, essa região vive sob bloqueio por parte do governo israelense e do Egito. Eles proíbem que os moradores da Faixa de Gaza realizem exportações e importações, permitindo apenas que carregamentos de suprimentos humanitários entrem no território.

Faixa de Gaza

O fracasso das negociações de paz

Em março de 1979, foi assinado, nos Estados Unidos, o primeiro acordo de paz entre um país árabe, o Egito, e o Estado de Israel em torno da Questão Palestina. O acordo de Camp David, como foi chamado, previa a retirada das tropas israelenses da Península do Sinai e algumas definições para a autonomia dos territórios palestinos. O Sinai só foi devolvido aos egípcios em 1982. No entanto, esse alinhamento do Egito com os Estados Unidos, principal defensor de Israel, enfraqueceu a causa palestina. 


Acordo de Camp David 1979

Em 1987, os palestinos que viviam na Faixa de Gaza e na Cisjordânia iniciaram uma rebelião contra a ocupação israelense. Esse primeiro movimento, espontâneo, levou o nome de Intifada (guerra das pedras), pois era assim que os palestinos enfrentavam o exército israelense.


Intifada

A persistência dos protestos estimulou a busca de um acordo entre as partes, com a mediação, novamente, do governo dos Estados Unidos. Em 1993, Israel e a OLP, liderada por Yasser Arafat, assinaram os acordos de Oslo. Eles previram a retirada do exército israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza até 1999, quando esses territórios passariam a ser administrados pela então criada Autoridade Nacional Palestina (ANP).


Acordo de Oslo

Entretanto, houve descontentamento em ambos os lados. O artífice israelense do acordo, Ytzhak Rabin, foi assassinado por um opositor nacionalista. No lado palestino, criticou-se um arranjo no qual a ANP aceitaria administrar um território com as fronteiras, o espaço aéreo, os impostos e a água controlados por Israel, bem como atravessado por estradas, muros, quartéis e assentamentos de colonos judeus. Diante da tentativa frustrada de paz, eclodiu em setembro de 2000 a Segunda Intifada.


Ytzhak Rabin


Manifestante palestino atira pedra em soldados israelenses durante a Segunda Intifada, em Ramallah, na Cisjordânia. Foto de 2001.

Desafios para a paz na Palestina

Em retaliação à nova Intifada, Israel iniciou, em 2002, a construção de um muro de mais de 700 quilômetros de extensão e até 8 metros de altura na Cisjordânia, sob o argumento de prevenir ataques terroristas. Uma barreira similar contorna Jerusalém Oriental. A construção do muro agravou ainda mais as tensões entre judeus e palestinos.

Em 2004, iniciou-se um período de atritos entre grupos palestinos pelo controle da Autoridade Palestina. O Fatah defendia a formação de um Estado palestino laico e soberano nas fronteiras anteriores à guerra de 1967. O grupo fundamentalista Hamas pregava a formação de um Estado islâmico soberano em toda a Palestina. Em 2014, o Fatah e o Hamas assinaram um acordo visando criar um governo de união nacional na Palestina.

Nesse contexto, o cotidiano palestino é marcado pela precariedade e pela violência. A taxa de desemprego entre os palestinos em 2018 era de 27%, uma das mais altas do mundo. Além de ofensivas militares, os palestinos estão sujeitos a arbitrariedades do exército israelense e a hostilidades dos colonos judeus. Assim, no século XXI, a Questão Palestina é ainda uma ferida aberta.


Retrato da palestina Ahed Tamini, mural dos artistas Jorit Agoch e Salvatore De Luise.Foto de 2017. Ahed Tamini, de 17 anos, ficou presa em uma penitenciária israelense por oito meses após estapear um soldado em uma ação repressiva de Israel na Cisjordânia. Ela saiu da prisão em julho de 2018, após campanha internacional por sua libertação.

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